Banca & Finanças BPI passa de prejuízos a lucros de 210 milhões de euros

BPI passa de prejuízos a lucros de 210 milhões de euros

A venda da Super Bock ajudou aos resultados do BPI nos primeiros três meses do ano. A actividade em Portugal foi de 118 milhões de euros no trimestre. No âmbito consolidado, o banco alcançou 210 milhões.
BPI passa de prejuízos a lucros de 210 milhões de euros
Sérgio Lemos/CM
Diogo Cavaleiro 20 de abril de 2018 às 17:02

O BPI obteve um resultado líquido positivo de 210 milhões de euros entre Janeiro e Março deste ano, segundo o comunicado de resultados enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

No primeiro trimestre de 2017, o banco presidido por Pablo Forero apresentou um prejuízo de 122,3 milhões de euros.

 

A actividade doméstica deu o maior contributo para os resultados do BPI. O banco teve um lucro na operação portuguesa de 118 milhões de euros, face aos 43 milhões do ano anterior.

 

Para este aumento contou a venda da participação na Viacer. A operação levou a uma reavaliação da participação da Viacer, que controla a SuperBock, antes da alienação. A venda foi por 233 milhões, tendo essa reavaliação gerado um ganho de 60 milhões.

 

As operações internacionais (Angola e Moçambique) renderam 91 milhões, face ao prejuízo de 122 milhões (quando o banco vendeu o controlo no Banco de Fomento Angola).
 

Comissões disparam, custos cedem

 

Em termos de negócio consolidado, a margem financeira da instituição, controlada em 85% pelo CaixaBank, subiu 3,6% para 101,5 milhões (a comparação é face a valores que foram reexpressos, para acomodar a venda de vários negócios do BPI ao CaixaBank como a área de seguros do ramo vida).

 

O custo com os depósitos e o aumento da carteira de crédito ajudaram ao aumento da margem e compensaram os custos com a emissão de dívida subordinada.

 

As comissões cobradas dispararam 11,9% para 69 milhões de euros, com o grande impulso a vir das comissões bancárias.

 

O produto bancário ascendeu a 246 milhões entre Janeiro e Março, face a 171 milhões do período homólogo.

 

Já os custos passaram de 123 para 114 milhões, com um alívio nos custos com pessoal (houve processos de saídas de rescisões e reformas).

 

Por sua vez, a rubrica de imparidades e provisões deu um contributo positivo de 10 milhões, o que já havia acontecido no ano anterior. Deram-se reversões de imparidades de 7,7 milhões e recuperações de 3,5 milhões.

 

Crédito sobe para grandes empresas

 

A rendibilidade dos capitais próprios do BPI (ROTE) ficou em 13% no balanço consolidado e 8,8% em Portugal, em termos de recorrente – o objectivo do banco é ser superior a 10%.

 

As exposições não rentáveis (NPE, non performing exposures) são de 1.273 milhões, com uma cobertura de 50%. O rácio é de 4,6%.

 

A carteira de crédito bruta do banco controlado pelo CaixaBank subiu, face ao trimestre anterior, 2% para 22,7 mil milhões de euros em Março, com o aumento em grandes empresas. O crédito hipotecário cresceu 0,4%.

 

Os depósitos de clientes subiram 3% para 19,6 mil milhões. Contudo, os recursos cederam 0,8% em Março, face a Dezembro, caindo os activos sob gestão e depósitos de institucionais.

 

O rácio que mede o peso dos melhores fundos, common equity tier 1, ficou, no final do trimestre, em 11,4%. Uma diminuição de 0,5 pontos percentuais.




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