Banca & Finanças CaixaBank gasta 304 milhões para rescindir com 610 funcionários

CaixaBank gasta 304 milhões para rescindir com 610 funcionários

Tal como o BPI, também o CaixaBank em Espanha está a reduzir o pessoal. Segundo informado hoje, aderiram ao programa de pré-reformas 610 funcionários. O banco espera poupar 65 milhões por ano.
CaixaBank gasta 304 milhões para rescindir com 610 funcionários
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 19 de maio de 2017 às 20:06

O CaixaBank gastará 304 milhões de euros para fechar com 610 funcionários com mais de 56 anos. Em Portugal, o BPI, controlado pelo grupo catalão, também está num processo de redução de pessoal.

 

"O CaixaBank informa que, conforme o acordo alcançado recentemente com os representantes dos trabalhadores, 610 funcionários aderiram ao plano de desvinculações voluntárias dirigidas a colaboradores nascidos antes de 1 de Janeiro de 1962, com saídas previstas para os finais do segundo e terceiro trimestres de 2017", revela o comunicado da instituição liderada por Gonzalo Gortázar (na foto) ao regulador dos mercados espanhol. O grupo tinha, no final de 2016, 32.403 funcionários.

 

A nota foi enviada porque terminou esta sexta-feira, 19 de Maio, o prazo para a adesão a este programa de pré-reformas lançado pelo CaixaBank, detentor de 84,5% do português BPI e que a imprensa espanhola adiantou poder estar a ponderar a aquisição do Banco Popular em Espanha.

 

"A dotação estimada deste acordo é 304 milhões de euros brutos que se espera reconhecer no trimestre em curso [segundo], ainda que a poupança de custos prevista associada a este plano de saídas é de 65 milhões de euros brutos por ano", concretiza a instituição financeira. Ou seja, a lógica por detrás destas saídas é a redução estrutural de custos: há um encargo imediato de 304 milhões, mas há depois poupanças anuais de 65 milhões.

 

Em Portugal, o BPI também está a empreender um programa de rescisões voluntárias, tendo como objectivo abranger até 400 pessoas no âmbito de saídas por mútuo acordo ou reformas antecipadas. 


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mais votado Anónimo Há 4 dias

É bom que os sindicalistas portugueses se comecem a habituar às rondas de despedimentos quando estas são mais do que necessárias em determinada organização porque sem gestão de recursos humanos não existe equidade e sustentabilidade económica, criação de riqueza, nem soberania nacional.

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Inevitavelmente o emprego será uma miragem Há 3 dias

cada vez mais. Por cada mil empregos atuais, havia cinco mil há 20 anos e haverá 500 daqui 20. Estes
números refletem o "progresso" da cada vez mais era robotizada. A pergunta é, como resolver isto ? Alguém terá de ter coragem suficiente para taxar tudo o que é robotizado em prol dos desempregados

Anónimo Há 3 dias

Mas ó amigo, quando o trabalhador nem pode ser despedido por o posto de trabalho já não se justificar nem substituído por uma máquina, nem ver o seu salário, já inflacionado ao longo de toda uma carreira de progressões automáticas constantes, reduzido para valor mais próximo do preço de mercado uma vez que há uma fila de candidatos àquele emprego, mais dinâmicos, motivados e preparados, que trabalhariam de bom grado por metade da remuneração, a população que investiu na organização ou tem trabalho para oferecer perde rendimentos. A população que consome produtos da organização perde rendimentos. A população que paga impostos para a organização, no caso daquela ser do sector público, fornecedora do sector público ou subsidiada pelo Estado, perde rendimentos. A população que inventou e desenvolveu a máquina perde rendimentos. A população que poderia inovar, investir e lançar no mercado máquinas ainda melhores, perde rendimentos.

Anónimo Há 3 dias

500 000€,em média, por rescisão de contrato amigável, é obra!! Parece que alguma coisa não está bem explicada nesses números.

Anónimo Há 4 dias

É desejável para bem de todos, que os patrões cumpram o estipulado nas leis de trabalho ao contrário do que se tem verificado em muitas empresas, que reorganizam serviços com o único objetivo de adquirir mão de obra escrava criando situações falsas de excesso de trabalhadores.

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