Banca & Finanças Carlos Costa: “Montepio satisfaz” rácios exigidos pelo Banco de Portugal

Carlos Costa: “Montepio satisfaz” rácios exigidos pelo Banco de Portugal

O governador do Banco de Portugal reitera que o Montepio está numa "rota de regresso aos lucros".
Carlos Costa: “Montepio satisfaz” rácios exigidos pelo Banco de Portugal
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 14 de fevereiro de 2018 às 10:59

O Montepio cumpre as exigências de supervisão para este ano, segundo relembrou Carlos Costa no Parlamento esta quarta-feira, 14 de Fevereiro. A caixa económica está também na "rota de regresso aos lucros", concretizou o governador.

 

"O Montepio satisfaz os requisitos prudenciais que foram comunicados no quadro da avaliação" do SREP, o chamado "supervisory review and evaluation process" em que há uma avaliação individual a cada instituição financeira, frisou Carlos Costa.

 

Em termos de capital, o Montepio apresentou um rácio CET 1 (common equity tier 1, que mede o peso dos melhores fundos) de 13,5%, acima dos 10,4% um ano antes. O mínimo exigido à instituição financeira liderada por José Félix Morgado a partir de Julho deste ano é de 9,4%, superior ao requerido aos bancos concorrentes.

 

Em Junho do ano passado, a entidade foi capitalizada em 250 milhões de euros, por determinação do Banco de Portugal, o que contribuiu para a subida do rácio. Foi a mutualista que injectou todo aquele valor.

 

Carlos Costa afirmou que os "rácios que lhe foram exigidos no SREP" foram divulgados pela instituição e "demonstrou que tinha rácios de fundos próprios, em base consolidada, superiores aos que eram exigidos".

 

Carlos Costa não especificou o motivo pelo qual os requisitos mínimos exigidos pelo Banco de Portugal, ao nível do SREP, são mais elevados para o Montepio do que para as restantes grandes instituições financeiras nacionais.

 

Além do capital, o governador do Banco de Portugal mencionou também que o Montepio está numa "rota de regresso aos lucros", o que "permite reforçar o capital". Em 2017, a instituição apurou lucros de 30,1 milhões de euros.

 

A audição de Carlos Costa foi convocada pelo CDS-PP para explicar "os contornos que envolvem a hipótese de a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa entrar no capital da Caixa Económica Montepio Geral, S. A.", uma iniciativa conjunta entre duas comissões parlamentares: comissão de Trabalho e Segurança Social e a Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

 

A disponibilidade para o reforço de capital é um dos pontos que leva o Banco de Portugal a ser favorável à diversificação accionista da caixa económica, actualmente na sua totalidade nas mãos da mutualista. De qualquer forma, Carlos Costa recusou ter induzido o negócio entre a Santa Casa e a associação para a venda de uma parte do capital, admitindo ter tido conversas sobre o tema.




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comentários mais recentes
joaoaviador 14.02.2018

Ter um governador do Banco de Portugal como esta criatura sem vergonha, é o exemplo acabado do porquê da dimensão desta desgraçada nação. E nada muda, tudo se mantém na mesma com esta sempre resignada gente. Até quando?

TAMBÉM O BES estava tudo bem 14.02.2018

Como é que este senhor se mantém á frente do Banco de Portugal, gostava que me explicassem, ele e os seus amigos, Passos Coelho , e Cavaco Silva, diziam o mesmo do Bes,

LP 14.02.2018

RESUMINDO..FUJAMMMMM

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