Banca & Finanças CEO da Natixis: "Porto foi grande oportunidade para internalizar competências"

CEO da Natixis: "Porto foi grande oportunidade para internalizar competências"

Laurent Mignon agradeceu o "apoio incrível" do Governo na instalação do centro tecnológico do banco de investimento na Invicta, onde já emprega 300 pessoas e concentrou os serviços antes prestados por fornecedores externos.
Ricardo Castelo Ricardo Castelo Ricardo Castelo
António Larguesa 07 de março de 2018 às 14:05

O presidente executivo da Natixis, Laurent Mignon, elogiou esta quarta-feira, 7 de Março, o nível educativo em Portugal e o "ambiente de inovação e de empreendedorismo que encaixa com o ADN" do banco de investimento de origem francesa, que decidiu instalar um centro de competências em tecnologias de informação no Porto.

 

A par da "adequação cultural com a França" e de uma "enorme mentalidade e envolvente internacional" que encontrou na cidade Invicta, as outras razões apontadas para avançar com este investimento (não quantificado), o gestor destacou a rapidez do processo de instalação desta infra-estrutura – já abriu há cerca de um ano, apesar da inauguração oficial só ter acontecido esta manhã – e falou mesmo no "início de algo maior".

 

Agradecendo a António Costa o "apoio incrível" do Governo português nesta operação que concentrou os serviços tecnológicos deste banco de investimento a nível global, Laurent Mignon destacou ainda que "o Porto foi uma grande oportunidade para internalizar competências e reduzir os riscos". É que, até à decisão, tomada em 2016, de vir para a Invicta, estes serviços eram antes prestados por fornecedores externos e equipas dispersas geograficamente, em particular localizadas em França.

 

Internalizar o domínio técnico em actividades core, aumentar a força de trabalho especializada, optimizar os custos de tecnologias de informação e melhorar a gestão de risco operacional. Estas foram as metas na abordagem de "nearshoring" para serviços tecnológicos, que resultou neste centro que já emprega mais de 300 pessoas, com uma idade média de 32 anos, e que pretende recrutar mais 200 em 2018, terminando o ano acima das previsões iniciais de contratações.


Falta de marca e ferramentas novas

A Natixis é a divisão internacional de banca empresarial e de investimento, de gestão de ativos, de seguros e serviços financeiros do Groupe BPCE - Banque Populaire e Caisse d’Epargne, o segundo maior grupo financeiro em França, com 31 milhões de clientes, duas redes de banca de retalho e mais de 17.000 funcionários em 38 países.

 

Depois de concretizar "um dos principais investimentos em recursos humanos feitos pela empresa até aqui", para trabalhar nos modernos escritórios no edifício Oporto Center, situado na Rua de Santos Pousada, a Natixis está à procura de diversos perfis – desde posições juniores até seniores –, essencialmente nas áreas de desenvolvimento, análise de negócio, "business intelligence", controlo de qualidade / teste de software e também de Infra-estrutura e Segurança.

Questionado pelo Negócios sobre a facilidade no recrutamento, o director de Recursos Humanos da Natixis em Portugal, Telmo Fernandes, começou por referir que "fácil nunca é". E duas das maiores dificuldades que tem sentido são a falta de "brand awareness" – "a Natixis não é uma marca conhecida em Portugal, as pessoas não nos conhecem" – e o facto de as ferramentas que utiliza, por serem da área financeira, não serem normalmente usadas em Portugal.

Presente na cerimónia de inauguração oficial, o primeiro-ministro, António Costa, destacou o "ambiente de negócios amigável" como factor de atractividade do país para acolher este tipo de centros tecnológicos, a par do "elevado nível de segurança, boas redes de infra-estruturas, sobretudo do ponto de vista tecnológico, e a excelência dos recursos humanos" portugueses.




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mais votado Força homem do leme, agarra as oportunidades 07.03.2018

Portugal endividou-se até às orelhas
e caminha no fio da navalha
em riscos de cair no precipício
se a conjuntura internacional virar, e os juros começarem a subir;
Mas endividou-se desta vez não para construir palácios,
mas para se dotar de infraestruturas
e dar um nível de educação aos seus Filhos que,
em ambos os domínios, colocam o País ao nível dos melhores do mundo.
Tem também um clima e belezas naturais
(como bem se vê na % de paisagens Portuguesas
que são apresentadas como das mais belas do mundo no canal Zen)
que fazem entender a explosão do turismo.
E principalmente a Lusitânia tem um Povo
que não obstante grandes defeitos,
ainda tem geneticamente a garra
dos que na época de quinhentos, em cascas de noz,
partiram à conquista de novos mundos.
Estás hoje ao leme da nau Portuguesa, Ó Costa,
e tanto paira o risco de ignominioso naufrágio (bancarrota),
como de um futuro em terra de leite e mel.
Não olhes para os mostrengos a bombordo e estibordo,
e leva a nau a bom porto.

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Força homem do leme, agarra as oportunidades 07.03.2018

Portugal endividou-se até às orelhas
e caminha no fio da navalha
em riscos de cair no precipício
se a conjuntura internacional virar, e os juros começarem a subir;
Mas endividou-se desta vez não para construir palácios,
mas para se dotar de infraestruturas
e dar um nível de educação aos seus Filhos que,
em ambos os domínios, colocam o País ao nível dos melhores do mundo.
Tem também um clima e belezas naturais
(como bem se vê na % de paisagens Portuguesas
que são apresentadas como das mais belas do mundo no canal Zen)
que fazem entender a explosão do turismo.
E principalmente a Lusitânia tem um Povo
que não obstante grandes defeitos,
ainda tem geneticamente a garra
dos que na época de quinhentos, em cascas de noz,
partiram à conquista de novos mundos.
Estás hoje ao leme da nau Portuguesa, Ó Costa,
e tanto paira o risco de ignominioso naufrágio (bancarrota),
como de um futuro em terra de leite e mel.
Não olhes para os mostrengos a bombordo e estibordo,
e leva a nau a bom porto.

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