Banca & Finanças Dependência da banca nacional ao BCE estabiliza após queda acentuada

Dependência da banca nacional ao BCE estabiliza após queda acentuada

Depois de os empréstimos concedidos pelo BCE à banca nacional terem registado a maior queda em mais de oito anos no mês de Junho, este montante acabou por estabilizar. Fixou-se nos 19,745 mil milhões de euros em Agosto, o mesmo valor registado em Julho.
Dependência da banca nacional ao BCE estabiliza após queda acentuada
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Atalaia 11 de setembro de 2018 às 11:37

Os empréstimos concedidos pelo Banco Central Europeu (BCE) à banca nacional não registaram alterações em Agosto em comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira, 11 de Setembro, pelo Banco de Portugal. Isto depois de este montante ter registado a maior queda em mais de oito anos no mês de Junho.

 

Os empréstimos concedidos pelo BCE à banca nacional fixaram-se nos 19,745 mil milhões de euros em Agosto, o mesmo valor registado em Julho, revelam os dados do banco central liderado por Carlos Costa.

 

A dependência dos bancos portugueses ao BCE estabiliza assim depois de ter diminuído de forma acentuada em Junho. Foi nesse mês que o sector nacional reduziu em 2,2 mil milhões de euros os empréstimos que tinha junto do banco central, para um total de 19,755 mil milhões de euros.

 

Foi uma queda de 10,21% face ao mês anterior, o que representou a maior descida desde Setembro de 2010. E foi justificada pelo reembolso realizado pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), que no final de Junho reembolsou uma linha de 2.000 milhões de euros junto do banco central, tal como noticiado pelo Negócios. Com este reembolso, o banco estatal deixou de ter qualquer financiamento junto do BCE.

 

Junho ficou assim marcado como a primeira vez, desde Abril de 2010, em que a dependência da banca do banco central foi inferior a 20 mil milhões de euros.

 

Os bancos têm vindo a reduzir a sua dependência do BCE, que atingiu o seu pico em Junho de 2012, quando o montante ascendeu a 60,5 mil milhões de euros, num período marcado pelo fecho dos mercados internacionais para a banca portuguesa devido ao resgate financeiro pedido em 2011.

Antes do início da crise de dívida na Europa, que começou com o pedido de ajuda financeiro da Grécia, a dependência da banca nacional do BCE era mais pequena, tendo raramente atingido os 10 mil milhões de euros.




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