Banca & Finanças Estado deve receber de volta os 450 milhões que colocou no BPP

Estado deve receber de volta os 450 milhões que colocou no BPP

O dinheiro injectado pelo Estado deverá ser pago a partir da massa falida do banco. A decisão judicial que confirmará a opção da comissão liquidatária está para "muito breve".
Estado deve receber de volta os 450 milhões que colocou no BPP
Negócios 18 de Janeiro de 2016 às 08:56

A massa falida do Banco Privado Português chega para pagar ao Estado, a comissão liquidatária reconhece a preferência do empréstimo público face aos restantes créditos, e está para breve a sentença judicial que determinará os pagamentos. O Diário Económico destaca o caso do BPP na edição de segunda-feira, dia 18 de Janeiro, como uma das poucas boas notícias vindas do sector bancário.


Em causa estão 450 milhões de euros injectados pelo Estado no banco: no início da crise, pensado que o banco ainda teria salvação, o ministério das Finanças organizou um empréstimo por outros seis bancos nacionais ao BPP, ao qual concedeu uma garantia pública. Quando a instituição sucumbiu o crédito caiu na conta do Tesouro.

Quase 8 anos depois os contribuintes poderão estar a prestes a receber o dinheiro de volta. Quem o garante é Máximo dos Santos, presidente da comissão liquidatária: a massa falida da instituição é 700 milhões de euros e o crédito do Estado (de 450 milhões de euros) está classificado pela comissão como sendo preferencial entre o total de 1,6 mil milhões de euros de créditos reconhecidos, garante.


A lista de créditos já foi definida em 2011 e inclui cerca de seis mil credores. Neste período o trabalho da comissão liquidatária, além da elencagem de credores e créditos, tem sido o de recuperar créditos de forma a aumentar a massa falida. Para os pagamentos falta agora uma decisão judicial, que o jornal diz estar para "muito breve", e que deverá validar a avaliação da comissão.


Se tudo correr como esperado o Estado arrecadará 450 milhões de euros, sobrando outros 250 milhões de euros de massa falida para distribuir pelos restantes credores. Ainda está por definir se o Estado receberá 23 milhões de euros adicionais, classificados pelas autoridades europeias como um subsídio público, que decorrem dos juros cobrados pelo Estado ao banco fundado por João Rendeiro (na foto) serem mais baixos que o custo de financiamento que o banco conseguiria no mercado.



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comentários mais recentes
DEMITA-SE, sra. PGR, se não tem condições 18.01.2016

já repararam que, quando se trata de acções de ressarcimento dos contribuintes e dos Portugueses, em geral, o verbo É SEMPRE conjugado no futuro, nunca no pertérito perfeito simples.
Ex. DEVERÁ RECEBER e não RECEBEU.

Portugal é pior do que a Sicília 18.01.2016

Mais um criminoso impune.

Jl 18.01.2016

Até que enfim que o Estado começa a receber algum e deixa os contribuintes em paz

Marta 18.01.2016

Este tipo nem foi preso, nem afastado das lides - até comenta na TVI o Novo Banco ...

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