Banca & Finanças Ex-governador apresenta livro sobre Salgado a falar da falta do BES e do Banif

Ex-governador apresenta livro sobre Salgado a falar da falta do BES e do Banif

António de Sousa diz que é necessário encontrar formas de "colmatar" o desaparecimento ou a fase de transição de instruções como BES/Novo Banco e Banif. Mas rejeita que esta seja uma crítica a Carlos Costa.
Bruno Simão - Fotografia
Diogo Cavaleiro 03 de março de 2016 às 20:46

Na apresentação do livro "Os dias do fim", que relata a perspectiva de Ricardo Salgado, o antigo governador do Banco de Portugal António de Sousa considerou que é necessário apostar nas empresas que eram apoiadas pelo BES e pelo Banif, ambos intervencionados por decisão do actual governador, Carlos Costa. Mas António de Sousa recusa que seja uma crítica.

 

António de Sousa falou sobre o sector financeiro e disse que era necessário que este apoiasse o "cerne da economia", que são as médias e a "pequenas grandes empresas". E, neste sentido, o ex-governador falou nos dois bancos que as financiavam: BES e Banif, que "representavam 40% do financiamento" ao referido "cerne" da economia. Estes são os dois bancos afectados pelas intervenções determinadas pelo governador Carlos Costa.

 

"Não é" uma crítica ao actual líder do Banco de Portugal, disse. À margem, aos jornalistas, o também antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos rejeitou que estivesse a criticar a actuação de Carlos Costa, defendendo que também falava na importância do Novo Banco.

 

Mas na sua apresentação do livro, da autoria de Alexandra Ferreira e publicado pela Chiado Editora, deixou a questão sobre como iria Portugal "colmatar a falta de instituições que desapareceram ou que estão em processo de transição".

 

Na sua intervenção, o agora empresário enunciou quais os problemas que considera existirem no tecido empresarial português. Em 30 anos, desde que foi secretário de Estado da Indústria até 2016, as empresas têm dificuldade em ter capitais próprios, até porque as fontes não são diversificadas e o sistema fiscal não ajuda, na opinião de António de Sousa. O GES acabou por ruir devido à elevada exposição das sociedades da área não financeira a dívida, parte dela oculta. 


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