Banca & Finanças Fernando Ulrich diz não saber nem perceber o que é a reforma do Estado

Fernando Ulrich diz não saber nem perceber o que é a reforma do Estado

O presidente executivo do BPI, Fernando Ulrich, disse hoje não saber nem perceber os discursos feitos em torno da chamada reforma do Estado, sublinhando acreditar que esta deve ser um processo permanente.
Fernando Ulrich diz não saber nem perceber o que é a reforma do Estado
Lusa 29 de novembro de 2013 às 20:05

"Não sei o que é a reforma do Estado, nunca falo na reforma do Estado e não percebo nada do discurso que é feito sobre reforma do Estado", afirmou o responsável do banco, durante uma sessão no Palácio da Bolsa organizada pela Associação Comercial do Porto e pela Escola de Direito do Porto da Universidade Católica.

 

Já durante o momento de perguntas e respostas, Ulrich afirmou que, da sua experiência na banca, a maneira como as reformas se fazem é através de "processos permanentes, graduais" sem que haja "varinhas mágicas" ou "decretos, em que um dia faz-se um decreto e no dia seguinte está reformado".

 

"Não gosto muito da palavra reforma, seja do Estado, seja do banco, não gosto, se calhar porque vou constatando que muita gente usa essa palavra como chavão por trás do qual cabe tudo e cabem todos desde o CDS ao PCP ao Bloco de Esquerda, toda a gente fala da reforma do Estado e depois já ninguém se entende", declarou o presidente executivo do BPI.

 

Fernando Ulrich realçou que o Estado português "trabalha hoje muito melhor do que trabalhava há 10 ou 20 anos em muitíssimas áreas" e afirmou acreditar "em projectos permanentes, em projetos concretos, o que é preciso fazer na educação não é o mesmo que é preciso fazer na saúde, não é o mesmo que é preciso fazer na justiça".

 

"Não li o documento da reforma do Estado, nem este nem nenhum, não ligo a isso porque não acho que é assim que se faz. Se calhar é útil para as discussões políticas, mas felizmente a vida é muito mais rica do que papéis e do que trabalho de consultores", disse Ulrich.




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mais votado Jorge Simoes 29.11.2013

reforma do não é contratar o filho que não tem experiência para assunto do estado a ganhar +_ 3000 euros

comentários mais recentes
Quem Não sabe Ensina, quem Sabe FAZ. Palavras sábias do Prof Dr Engenheiro Edgar CARDOSO. Ponte da Arrábida,Porto, na época a Ponte de Betão Armado, com o maior VÃO do MUNDO! 01.12.2013

Sim, sim, ULRICH, talvez por formação germanófila é muito pragmático. Não vai em cantigas e não alinha muita na teoria Académica de fazer quase tudo " By the book"; Conversa, mais conversa e RESULTADOS ? Zero.Há 40 anos executava-mos um trabalho para clientes Alemães , por Métodos q para a nossa EMPRESA era o que havia de mais "up to date". Resposta do Supervisor: Nós abandonámos esse Sistema produtivo há 40 anos, na Alemanha."A vida é muito mais rica do q papéis e do q trabalho de consultores"(citamos). O Prof Doutor ENGENHEIRO Edgar CARDOSO dizia: " Quem não sabe Ensina, quem sabe FAZ"! A Ponte da ARRÁBIDA está lá no PORTO, para a gente ver a Banda PASSAR !

cad7 01.12.2013

A reforma do Estado constitui a revisão criteriosa e eventualmente, geradora de alguma polémica entre os diversos partidos, da dimensão do Estado, o que este deverá manter e o que deverá excluir, e sobretudo o que pode idealmente proporcionar aos cidadões e quanto este lhes custa ou custará. Basicamente e numa visão simplista, esta é a definição de revisão do Estado. É obvio que a predominância da situação social do país e a ética republicana deverão nortear tal revisão. O Estado é uma organização muito complexa e enorme por natureza, que alberga um número enorme de departamentos, de pessoal, de activos e de dívidas. Alberga igualmente muitos interesses explicitos e ocultos que geram ainda mais opacidade sobre a forma de se alterar o que quer que seja sem que interesses instalados, directos e indirectos sejam mexidos, naturalmente reduzidos ou mesmo extintos.
Os interesses instalados têm a conivência dos próprios elementos que exercem o poder delegado por eleições e uma vez eleitos grande parte dos recursos colectados pelo Estado antes de mais, garantem a manutenção e até crescimento de tais interesses. à revelia dos princípios que juraram cumprir. Daqui resulta que muitos custos de funcionamento do Estado são desproporcionados, assimétricos e globalmente exorbitantes. Importa pois antes de mais, saber o que cada departamento por menor que seja, proporciona em termos de utilidade social directa e indirecta, quais os recursos necessários e quais os recursos actualmente afectos. A única forma de se ponderar sobre se os gastos são justificados ou não e se o valor pago é proporcional ao serviço social que prestam, é o método "ORÇAMENTO BASE ZERO". E isto não se faz em dois dias, dois meses ou dois anos, nomeadamente se pensarmos as vozes que se irão levantar quando a ética e a isenção determinar que o departamento xis é para extinguir.
Concordo com Ulrich, embora não pelas razões que ele sugere. Curiosamente, nunca vi ou li a Direita afecta ao Governo, e toda a oposição a sugerir e a discutir o redimensionamento do tamanho do Estado e do seu custo, com base num estudo aturado e para as décadas vindouras como seria o resultado do método sugerido. O que vemos são comentários desgarrados políticamente frescos mas inócuos e sem aderência à realidade que urge alterar. A única enorme incógnita é saber até onde a ética ou a ausência dela dos políticos que temos, claudicará em termos temporais a favor dos tais interesses. instalados. Ulrich será um dos mentores ou pelo menos um dos integrantes dos grupos de pressão para que tudo fique na mesma ou que a reforma do Estado não assente no rigor. Mas há outros "patriotas" a desejar o mesmo. Muitos, muitos outros
Cumprimentos

Ainda há mais de 500 mil tipos no País q não identificam uma lêtra(bancária?)do tamanho do Palácio de Belém( de Nazaré?) 01.12.2013

Sim, Industria , no sentido em q os meios Humanos, Tecnológicos e Económicos são de tal Escala que mexe com a Economia GLOBAL/ MUNDIAL; O Lehman Brothers FALIU. E a onda de choque em todo o Sistema Financeiro MUNDIAL ainda não parou de fazer "Estragos". Portugal , o pindérico Estado português (país) nem aparece no MAPA; Aparece citado no NY Times para nos comparar com os Burros de Mirandela que precisam de boé de subsídios para sobreviver como espécie em vias de extinção. Só é IMPORTANTE para nós porque mexe com o nosso Bolso e agora também sobrevivemos à custa de subsídios. Pobreza, de Espírito, sim.A culpa é do Estebes das Botas ?

Anónimo 01.12.2013

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