Banca & Finanças Fidelidade vai emitir 250 milhões em dívida

Fidelidade vai emitir 250 milhões em dívida

A Fidelidade vai avançar para uma emissão de dívida subordinada. A hipótese estava já em aberto, por ter ficado por receber 378 milhões de euros em prestações suplementares entregues pela Fosun.
Fidelidade vai emitir 250 milhões em dívida
Lusa
Diogo Cavaleiro 11 de julho de 2018 às 16:08

A Fidelidade vai avançar com uma emissão de dívida junto de investidores privados. O objectivo é colocar pelo menos 250 milhões de euros. O passo é dado na próxima semana.

Em causa está uma operação de emissão de 250 milhões de euros, segundo dados divulgados pela 4Cast e confirmados pelo Negócios, em instrumentos de dívida que integrem o patamar de capital Tier 2, e que tenham uma maturidade de dez anos, ou seja, com vencimento em 2028. 

 

Como o Negócios deu conta esta terça-feira, a emissão de dívida subordinada (Tier 2) é uma possibilidade para resolver o facto de a Fosun ter ainda a receber 378 milhões de euros da seguradora portuguesa.


Este ano, a Fidelidade devolveu aos seus accionistas parte das prestações suplementares recebidas em 2015, em proporções equivalentes à sua participação (122 milhões, pelos 85% da Fosun; 21,5 milhões, devido aos 15% da CGD). Foi no montante das prestações devolvidas que ambos aumentaram o capital da companhia presidida por Jorge Magalhães Correia (na foto).

 

Contudo, ficaram por devolver 378 milhões ao accionista chinês, que não foram reembolsados para assegurar a consolidação da empresa, em especial para dar força à sua expansão internacional.

 

A questões colocadas pelo Negócios, a Fidelidade respondeu que a solução para que o montante não permaneça como prestação suplementar passava por duas hipóteses: podiam ser realizados empréstimos subordinados, "em condições paritárias na proporção accionista actual"; ou podia passar por uma ida ao mercado, com a colocação de títulos de dívida subordinada (Tier 2), "apenas e se as condições de mercado forem favoráveis".

 

É esta última possibilidade que avança. O "road-show" para contactar investidores privados para atrair para os títulos de dívida começa na próxima sexta-feira.




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