Banca & Finanças Georg Thoma deixa supervisão do Deutsche Bank por "excesso de zelo"

Georg Thoma deixa supervisão do Deutsche Bank por "excesso de zelo"

Georg Thoma, membro do conselho de supervisão do Deutsche Bank, anunciou a sua demissão. Isto depois de ser fortemente criticado pelo "excesso de zelo" na tentativa de provar potenciais más práticas no banco alemão.
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Bloomberg TV Carla Pedro 29 de abril de 2016 às 01:50

O jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung tinha já dado conta no passado domingo, 24 de Abril, de fricções no conselho de supervisão, já que alguns dos seus membros estavam a denunciar – e criticar – o "zelo" com que Georg Thoma geria os vários escândalos em que o banco se encontra envolvido.

 

Em comunicado emitido esta noite, o Deutsche Bank diz que Georg Thoma, cujo mandato vigorava até 2018, se demitiu, com efeitos imediatos, da comissão de integridade do conselho de supervisão e que deixará todas as suas outras funções no dia 28 de Maio (com pré-aviso de um mês), refere Le Nouvel Obsérvateur.

 

Thoma, actualmente com 71 anos e advogado da Shearman & Sterling LLP, ficou bastante isolado depois de insistir na investigação das actividades do "chairman" do banco alemão, Paul Achleitner, que foi quem o levou para o Deutsche Bank em 2013 para integrar a referida comissão de integridade.

 

Além da investigação ao "chairman", Georg Thoma também levou a cabo intensivos inquéritos a executivos do banco, refere a Bloomberg citando fontes conhecedoras de todo o processo.

O advogado integrou a comissão de integridade para supervisionar os esforços do banco no cumprimento de requisitos jurídicos e regulatórios. No entanto, a forma como fazia as suas abordagens começou a incomodar alguns colegas, conforme relata o Financial Times.

 

A "gota de água", acrescenta o jornal britânico, foi no domingo, quando Alfred Herling, vice-"chairman" do Deutsche Bank, criticou abertamente as suas acções, numa entrevista ao Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung.

 

Herling acusou Thoma de "excesso de zelo", considerando que este tinha ido "longe demais" ao exigir investigações mais vastas e ao trazer mais advogados para os seus recursos. Para Herling, os custos "deixaram de ser proporcionados".

Esta quinta-feira, 28 de Abril, o banco alemão surpreendeu o mercado com a divulgação de lucros no primeiro trimestre, levando as acções a recuperar.

 


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