Banca & Finanças Jornal i: CGD emprestou 11,5 milhões de euros a fundação que não existe

Jornal i: CGD emprestou 11,5 milhões de euros a fundação que não existe

Em 2010 a CGD aprovou um crédito no valor de 11,5 milhões de euros à Fundação Social do Quadro Bancário (FSQB), a qual tinha sido declarada nula pela justiça um ano antes, segundo o jornal i. A gestão do presidente do sindicato, Afonso Diz, está a ser investigada pelo Ministério Público.
Jornal i: CGD emprestou 11,5 milhões de euros a fundação que não existe
Bloomberg
Negócios 21 de setembro de 2015 às 09:36

A 25 de Março de 2010 a Fundação Social do Quadro Bancário (FSQB) pediu um crédito de 11,5 milhões de euros à Caixa Geral de Depósitos para financiar vários projectos. Um pedido aprovado pelo banco estatal. O problema? A FSQB tinha sido considerada nula pela justiça a 6 de Julho de 2009, conta o jornal i, tendo como base um documento da Direcção-Geral da Segurança Social.

Segundo a mesma publicação, numa carta enviada a 12 de Janeiro deste ano, a CGD refere que foi "surpreendida com a informação", relativa à fundação já não existir. E pede uma explicação ao sindicato, tendo em conta que é a entidade "garante do cumprimento das obrigações assumidas pela Fundação".

Além deste empréstimo, mesmo depois da FSQB ter sido considerada nula, nas contas continuam a consistir salários de funcionários.

Operações aprovados pelo presidente do Sindicato dos Quadros e Técnicos Bancários, Afonso Diz, que estão a ser agora investigadas pelo Ministério Público.

De acordo com o jornal diário i, Afonso Diz será suspeito de ter desviado 38 milhões de euros do sindicato.




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mais votado IS 23.09.2015

Responsabilidade de quem avaliou e aprovou a operação porque o montante de 11.5 milhões de Euros não é um montante desprezível. Esta será mais uma entre várias operações de crédito realizadas pelo banco público em que se pode questionar a competência dos gestores da CGD.

comentários mais recentes
carlos.s.basto 27.09.2016

E o ou os culpados, morrerão solteiros ?

Anónimo 09.06.2016

Quem deliberou, sem garantias, deve ser responsabilizado e deve repôr o cacau em falta,

Já agora 09.06.2016

Não será a fundação do vareiro...

Anónimo 09.06.2016

Estes gestores já mostraram ser incompetência ou ganância de levar dinheiro para casa ao aceitarem ir para a CGD! Dezanove, é verdade?

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