Banca & Finanças Lagarde congratula Draghi mas avisa Zona Euro que é preciso acções noutras áreas

Lagarde congratula Draghi mas avisa Zona Euro que é preciso acções noutras áreas

O plano de alívio quantitativo, anunciado pelo Banco Central Europeu, é uma boa notícia mas não pode ocorrer sem ser acompanhado por outras medidas, segundo a directora-geral do Fundo Monetário Internacional.
Lagarde congratula Draghi mas avisa Zona Euro que é preciso acções noutras áreas
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 22 de janeiro de 2015 às 15:30

De Washington veio o elogio a Frankfurt. Christine Lagarde enviou uma mensagem positiva para o Banco Central Europeu sobre o plano de compra alargada de títulos de dívida que Mario Draghi revelou esta quinta-feira, 22 de Janeiro.

 

"Saudamos as medidas anunciadas hoje que vão reforçar, significativamente, a postura acomodatícia do Banco Central Europeu", indica a directora-geral do Fundo Monetário Internacional num comunicado enviado depois da conferência de imprensa da autoridade monetária em que foi apresentado o novo "programa de alívio quantitativo", com que se pretende combater a reduzida inflação que se tem verificado na Zona Euro.

 

Este plano, conhecido com "Quantitative Easing" (QE) e que já foi implementado por outras autoridades como a Reserva Federal norte-americana, "vai ajudar a baixar os custos de financiamento por toda a Zona Euro, aumentar as expectativas de inflação e reduzir o risco de um período prolongado de baixa inflação", na óptica de Lagarde.

 

De qualquer forma, a directora-geral do FMI defende que este programa não pode ser implementado sozinho. "Continua a ser preciso que a política monetária acomodatícia seja acompanha por medidas abrangentes e tomadas em devido tempo noutras áreas". Também são necessárias, continua Lagarde, reformas estruturais que aumentem o crescimento potencial e que assegurem um "alargado apoio político para a gestão da procura". Um aviso aos governos dos países da região.

 

Lagarde já havia afirmado esta quinta-feira que o programa de alívio quantitativo já tinha funcionado, pois a expectativa do seu anúncio já tinha conseguido baixar o preço do euro face ao dólar norte-americano.

 

O QE da Zona Euro é vista como a última arma que o BCE pode lançar para evitar os preços entrem numa trajectória negativa.




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