Banca & Finanças Líder da UNITA diz que garantias do Estado no BES Angola superam limite

Líder da UNITA diz que garantias do Estado no BES Angola superam limite

O líder da UNITA, o maior partido da oposição, acusou hoje o Executivo angolano de ter prestado garantias soberanas a empréstimos do Banco Espírito Santo Angola (BESA) superiores ao limite previsto e quer ver o caso esclarecido no parlamento.
Líder da UNITA diz que garantias do Estado no BES Angola superam limite
Lusa 15 de julho de 2014 às 20:47

Em conferência de imprensa convocada para abordar a situação social e política em Angola, Isaías Samakuva (na foto) referiu-se ao processo em torno do BESA para recordar que, enquanto titular do poder Executivo, o Presidente da República está "autorizado" a conceder "garantias do Estado a operadores económicos nacionais" para desenvolvimento "de projectos de significativa importância".

 

De acordo com o líder da UNITA, esse limite está fixado em 245 mil milhões de kwanzas (1,8 mil milhões de euros), numa alusão à Lei do Orçamento Geral do Estado para 2014. Recordou, salientando que o Governo angolano nunca confirmou ou desmentiu a informação -, que no caso do BESA essa garantia terá ultrapassado esse valor.

 

"Ora, segundo informação do Banco Espírito Santo tornada pública, a República de Angola já prestou uma garantia soberana muitíssimo superior - fala-se mesmo de 5 mil milhões de dólares [3,6 mil milhões de dólares] - para o Estado pagar o crédito mal parado", criticou, durante esta conferência de imprensa, realizada hoje em Luanda.

 

Desconhece-se contudo quando e em que condições é que essa alegada garantia soberana terá sido atribuída pelo Governo angolano ao BESA.

 

Em causa estão relatos de um volume de crédito malparado naquele banco, controlado maioritariamente pelo Banco Espírito Santo português, que pode atingir os 5,7 milhões de dólares (4,1 milhões de euros) e que terá sido alvo de cobertura parcial por uma garantia soberana do Estado angolano.

 

"Apesar disso nós encontrámos estradas paradas, sem serem reparadas porque os empreiteiros dizem que não receberam dinheiro e alguns chegaram mesmo a retirar as máquinas de terraplanagem", afirmou Samakuva durante o encontro com os jornalistas, dominado por outros temas da política interna.

 

No final, em declarações à Lusa, o líder da UNITA admitiu o objectivo de "levar o assunto à Assembleia Nacional", apesar de reconhecer que nesta altura o partido "ainda não tem todos os dados".

 

"Estamos a acompanhar o caso. De qualquer modo, operações desta natureza retiram crédito à banca nacional e ao executivo, tudo deve ser feito dentro das regras e Assembleia Nacional consultada", rematou Samakuva.




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mais votado Anónimo 15.07.2014

Vao ficar a arder, porque os angolanos nao vao por a massa....

comentários mais recentes
Anónimo 20.07.2014

Em Portugal há um grupelho de pulhas que domina isto através de uma promíscua teia de interesses entre a política, o poder económico-financeiro e a maçonaria. São eles que capturaram e subjugaram esta nação fazendo-nos crer através dos "media" que vivemos em democracia. Num país a sério, já teriam ocorrido detenções e demissões por gestão danosa e dolosa. Mas tratando-se do DDT e respetiva "famiglia" obviamente nada disso acontecerá. Há que lembrar que o "Madoff Português" é alguém com acesso direto ao Governo ou cujo primo até liga ao PM a pedir satisfações sobre processos de privatização. Afinal trata-se do Banco do regime, um dos principais financiadores dos partidos do dito arco cujas contrapartidas resultaram em boas negociatas.

Anónimo 16.07.2014

não terá começado por aí?angola...

João 16.07.2014

Nem hospital público de qualidade existe aqui em Angola. O presidente dos Santos, família e amigos estão a destruir o meu país e ainda têm a lata de emitir uma garantia para safar os amigos de Cascais...

Em Stemebro faz 35 anos de poder e não vai deixar nenhum legado. Estou farto da ditadura do MPLA. Deixem-nos, nós angolanos, viver livres e em democracia, chega desta farsa apadrinhada por mafiosos de diferentes origens, com destaque dos portugueses, chineses, russos, libaneses e brasileiros.

Branco 16.07.2014

Paga preto e não bufes.
As leis em angola são meramente indicativas

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