Banca & Finanças Marcelo convicto que CGD manterá presença em todos os concelhos

Marcelo convicto que CGD manterá presença em todos os concelhos

O Presidente da República manifestou-se esta segunda-feira, 20 de Março, convicto de que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) manterá presença em todos os concelhos do país e afirmou que essa é uma preocupação do Governo.
Marcelo convicto que CGD manterá presença em todos os concelhos
Paulo Duarte/Negócios
Lusa 20 de março de 2017 às 19:19
"Tenho a convicção de que se chegará a uma solução que permitirá reduzir a presença da instituição no país, mas mantê-la presente em todo o território português em termos concelhios", declarou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, no final de uma visita a uma exposição sobre a presença judaica em Portugal, na Torre do Tombo, em Lisboa.

Questionado se tem alguma garantia de que não haverá nenhum concelho sem uma agência da CGD, o chefe de Estado respondeu: "Estou a acompanhar isso com interesse e sei que o Governo também está muito empenhado nisso".

"O que eu estou a dizer é que há essa preocupação da parte do Governo - eu já tinha falado nela, aliás, há talvez quinze dias - que é de reduzir o que é hoje uma estrutura muito ampla e muito pesada, por razões que têm a ver com o plano aprovado em Bruxelas e em Frankfurt, mas ao mesmo tempo manter uma presença nos vários concelhos, para não quebrar uma ligação que é uma ligação histórica com a população portuguesa", acrescentou.

O plano de reestruturação acordado com a Comissão Europeia prevê que a CGD feche cerca de 25% dos seus balcões abertos ao público, passando de 651 para 470 ou 490 daqui a três anos. Esta redução de balcões tem sido questionada pelos partidos que suportam o Governo e pelo CDS-PP e foi frontalmente contestada pelo PSD.

Entretanto, hoje ao final da tarde o coordenador da Comissão de Trabalhadores do banco público disse à agência Lusa que a CGD está a reavaliar a lista de agências a fechar.

Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que está a acompanhar o assunto e defendeu que "é importante que as pessoas, a começar nos pensionistas, que têm a sua vida muito ligada tradicionalmente à CGD, possam manter o mínimo de ligação".

Trata-se de "uma ligação que tradicionalmente existe entre a CGD e os portugueses e, sobretudo, uma camada menos jovem que está há muito tempo relacionada com a Caixa e quer continuar relacionada com a Caixa", reforçou.

Segundo o Presidente, o desejável é "que, portanto, haja uma redução daquilo que era uma estrutura muito ampla, mas mantendo o essencial no território continental e também nas regiões autónomas".

(Notícia actualizada às 19:38 com mais informação)



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comentários mais recentes
Anónimo 20.03.2017

O que sabemos é que os políticos nestes últimos anos apoderaram-se da banca e roubaram até se fartarem, e são solidários porque nenhum está livre de pecado, eles sabem que a justiça não os consegue prender, há sempre os rastejantes que estão sempre prontos para os abajular...vergonhoso.

Conselheiro de Trump 20.03.2017

NABO:se os portugueses andassem a traz da cx ela estaria muito melhor financeiramente,ou nao sera assim anjinho?

Tereza economista 20.03.2017

Grande chapada no Coelho mentiroso que acabou com Tribunais, conservatorias, escolas, finanças, ctt em muitos concelhos.

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