Banca & Finanças Miguel Tiago ataca currículo de Carlos Costa. Governador responde com herança

Miguel Tiago ataca currículo de Carlos Costa. Governador responde com herança

O deputado do PCP acusa o governador do Banco de Portugal de ter "um dos piores currículos" na supervisão. Carlos Costa reagiu dizendo que recebeu a "pior herança".
Miguel Tiago ataca currículo de Carlos Costa. Governador responde com herança
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 14 de fevereiro de 2018 às 11:09

O Partido Comunista Português não acredita que o Banco de Portugal esteja a dizer tudo o que sabe sobre o Montepio. Mas percebe que assim seja: só quando o sistema mudar é que isso deixará de acontecer. Palavras do deputado Miguel Tiago, que atacou o governador Carlos Costa esta quarta-feira, 14 de Fevereiro.

 

"O senhor governador tem um dos piores currículos da história da supervisão bancária", começou por acusar o deputado comunista perante Carlos Costa na audição parlamentar que tem o Montepio como tema. 

 

Para Miguel Tiago, Carlos Costa "viu falir nas suas barbas o BES e o Banif". E nos dois casos foi falando sobre os bancos, incluindo no Parlamento, sem mencionar toda a verdade, atirou o deputado comunista. 

 

O deputado comunista defende que o supervisor "só trabalha na escuridão" e sempre será assim quando o sistema financeiro se mantiver com a actual estrutura. O PCP argumenta que a banca deve ser pública, para escapar a prejuízos, que atribui aos accionistas privados. 

 

"Não gosto que diga que tenho o pior currículo. Mas tive a pior herança", respondeu Carlos Costa. "Tendo tido a pior herança, recebi instituições em que o quadro jurídico não permitia a separação entre o accionista e a entidade participada, em que não havia um modelo de governo que garantisse tudo o que era necessário", continuou o governador. 

 

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal desde 2010 ao suceder a Vítor Constâncio (era da nacionalização do BPN e da falência do BPP), era o supervisor aquando da aplicação das medidas de resolução ao Banco Espírito Santo, em 2014, e ao Banif, em 2015. Um ano depois, a Caixa Geral de Depósitos necessitou de uma capitalização para evitar perdas para os credores. Temas que levaram a comissões parlamentares de inquérito. 




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comentários mais recentes
Rammstein Há 3 dias

Vergonha, vergonha é ter um primeiro ministro a chamar a troika pois deixou Portugal na Bancarrota e depois estar acusado de tudo e mais alguma coisa.

Como se chama ?

José Sócrates. . . . . . .do PS

Anónimo Há 3 dias

Bem! Miguel Tiago já tem alguma coisa de bom... segundo alguns anónimos que por aqui comentam dizem que, e passo a citar - "criticar é muito fácil especialmente quando nunca se meteu as mãos na massa", ora já de outros não se pode dizer a mesma coisa... certo?

Paulo Há 5 dias

Este gajo só aparece quando é pago para dizer as suas habituais baboseira. Outro comuna rico é envergonhado... Ahah

De q estão à espera para desalojar o governador!? Há 5 dias

Dai uma valente vassourada no dorminhoco Carlos Costa pq não viu nada em tempo útil no BES e desgraçou os investidores q acreditaram neste sacana! Cavaco tb dizia q o BES não era o GES e tinha folgas orçamentais para qualquer imprevisto! Depois foi o q se viu, quem acreditou ficou sem nada!

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