Banca & Finanças Ministra das Finanças sobre BES: "Não existem soluções sem risco"

Ministra das Finanças sobre BES: "Não existem soluções sem risco"

Para Maria Luís Albuquerque, a intervenção no BES tem um "risco muito diminuto". Mas não nega que esse risco se materialize. De qualquer modo, o esquema montado pelo regulador "é a melhor das soluções que existem".
Ministra das Finanças sobre BES: "Não existem soluções sem risco"
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 04 de agosto de 2014 às 21:38

A ministra das Finanças considera que, apesar de ser "a melhor das soluções", a intervenção no Banco Espírito Santo, com a divisão em Novo Banco e num banco mau, terá alguns riscos. Mesmos que reduzidos.


"Não existem soluções sem riscos. Nunca se pode dizer que as soluções não têm riscos", disse Maria Luís Albuquerque em entrevista à SIC esta segunda-feira. Há, sim, um "risco muito diminuto". Há avaliações de activos que, apesar da repetição de auditorias, têm sempre riscos associados.

 

Para a ministra, o desenho do Banco de Portugal para a assistência ao BES tem um risco baixo porque "face à dimensão dos problemas é claramente uma boa solução".

 

A governante acredita que esta divisão de activos bons – passados para um banco de transição (o Novo Banco) – e maus – que fica com os accionistas anteriores – "é a melhor das soluções que existem". Para Maria Luís Albuquerque, era importante manter o que o BES tem de bom ("o papel muito relevante de financiamento à economia e pequenas e médias empresas) e que isso ficasse "separado" do que resulta da "má gestão".

 

O Novo Banco, que tem como único accionista o fundo de resolução da banca, vai receber uma injecção de 4,9 mil milhões de euros (4,4 mil milhões vindas da linha de capitalização da troika e 500 milhões de euros do capital próprio do fundo de resolução). O objectivo é que esses 4,9 mil milhões sejam reembolsados em breve (quando o banco for vendido ou vários investidores adquirirem participações qualificadas).

 

E se for contestada esta opção do Banco de Portugal? "Há sempre o risco que os cidadãos afectados entendam contestar [as opções]. Esta decisão não é diferente. O nosso entendimento é que o enquadramento legal minimiza o risco desses processos terem sucesso", afirmou ainda Maria Luís Albuquerque. O regulador também admitiu que há possibilidades de virem a ser interpostos processos pelos accionistas.

 

Falência do BES tinha consequências "muito gravosas"

 

Questionada na SIC sobre o motivo pelo qual não se deixou o banco falir, a ministra do Governo de Passos Coelho disse que "traria um risco muito sério de estabilidade financeira".

 

A ministra diz que foram analisadas todas as hipóteses que a lei permite (nacionalização pura, dissolução, …): "concluímos, na nossa avaliação, que a falência teria consequência para a estabilidade financeira desproporcionadas e muito gravosas".

 

 




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mais votado José Carvalho 04.08.2014

O Bradesco assumiu perdas de 117 milhões de euros, com a insovência do BES.
Os Investidores Estrangeiros irão fugir de Portugal que é um país que encobre as fraudes bancárias, encobre os vigaristas e os corruptos.
Já faliu o BPN, o BPP, agora o BES que irá falir a seguir?
Que outros bancos tem as contas marteladas?
O BCP? o BPI? o Banif? Quando soubermos é tarde demais.
O mais seguro não investir nos Bancos Portugueses.

comentários mais recentes
fernando 04.08.2014

ESTA PUTAAAAAAA ARRAJOU SE TODA PARA VIR NOS DIZER FORAM FODIDOSSSSSSS MAS E MESMO ASSIM OTARIOS AS ACÇÕES SAO UM RISCO JA NOS SABE MOS E QUE SABIA MOS E QUEM NOS GOVERNA ROUBA NOS INPOSTOS SOBRE ACÇÕES PARA QUÊ E QUEM , POR MIM ENRRABA BATE ERA A TI MAS COM AREIA MINGA GRANDE VACAAAAAA
QUE PELA TROBA QUE TEM A PUTAAAAA AINDA IA ADORAR

p 04.08.2014

Quem quiser se juntar para lutar contra o Banco de Portugal por esta decisão pode enviar para este mail, bes2014@iol.pt

Nuno de Magalhães 04.08.2014

https://www.facebook.com/MovimentoNacionalPopular/photos/a.342658392494472.79905.340927506000894/679795638780744/?type=1&theater

José Guilherme 04.08.2014

O "Banco Bom" até pode ter Ativos bons, mas o problema é que eles têm de certeza valor inferior ao valor da totalidade do Passivo do Banco.

Só assim se explica que o governo, através do Fundo de Resolução, tenha precisado injetar 4,9 mil milhões de euros nesse banco, supostamente "Bom".

Como - mesmo depois desta injeção maciça de capital - as autoridades admitem que o rácio de capital do Banco Bom é inferior à média dos outros bancos portugueses, podemos concluir que o valor de venda do "Banco Bom" a terceiros será inferior ao empréstimo agora concedido.

E se os bancos privados que estão no Fundo de Resolução não conseguirem assumir essas perdas, o governo terá em seguida que resgatar os restantes bancos portugueses.

Vai haver perdas nesta operação. O governo e o Banco de Portugal limitaram-se a "empurrar para a frente" o problema do BES.

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