Banca & Finanças Novo Banco: SINTAF "totalmente contra" despedimentos defende nacionalização

Novo Banco: SINTAF "totalmente contra" despedimentos defende nacionalização

O Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF) referiu ser "totalmente contra" despedimentos do Novo Banco, instituição que, defendeu, deve ser nacionalizado.
Novo Banco: SINTAF "totalmente contra" despedimentos defende nacionalização
Bloomberg
Lusa 26 de fevereiro de 2016 às 00:47

"Devido à situação criada pela medida de resolução, só com a nacionalização do Novo Banco se pode garantir a continuidade dos postos de trabalho, bem como a estabilidade da economia portuguesa, colocando na esfera pública o terceiro maior banco do país", refere o Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira (SINTAF), filiado na CGTP, num comunicado enviado à agência Lusa.

 

O SINTAF destacou também que, "mesmo com todas as adversidade", o Novo Banco "continua a ser o principal apoio financeiro às pequenas e médias empresas, tendo contribuído para o reforço da economia".

 

"O SINTAF é totalmente contra qualquer medida que implique despedimentos", salienta, acrescentando que "não podem ser os trabalhadores a pagar pelos erros dos outros".

 

A equipa de gestão do Novo Banco esclareceu esta quinta-feira que a reestruturação da entidade vai implicar a saída de até 500 trabalhadores.

 

O Novo Banco anunciou quarta-feira prejuízos de 980,6 milhões de euros no exercício de 2015. O banco liderado por Stock da Cunha diz que este resultado é "reflexo do elevado nível de provisionamento essencialmente para crédito a clientes, títulos e imóveis", no valor de 1.054,4 milhões de euros, e ainda da "anulação da totalidade dos prejuízos fiscais reportáveis relativos ao ano de 2013", de 160 milhões de euros.

 

O Novo Banco foi criado no início de agosto de 2014, na sequência da resolução do Banco Espírito Santo (BES).

 

Logo no início da sua actividade, entre 4 de Agosto e Dezembro de 2014, o Novo Banco teve prejuízos de 467,9 milhões de euros, a que se somam pelo menos mais cerca de 3.600 milhões de euros negativos que o BES tinha tido no primeiro semestre de 2014. 




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comentários mais recentes
JCG 26.02.2016

Lá vem a esperteza do costume: nacionalizar para manter/ esconder empregos fictícios. Lá vem a defesa de castas entre os portugueses: uns terão de se haver com o subsídio de desemprego; para outros mantêm-se empregos fictícios e regalias intocadas à custa dos outros.

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