Banca & Finanças Novo Banco vende seguradora GNB Vida por 190 milhões

Novo Banco vende seguradora GNB Vida por 190 milhões

O Novo Banco chegou a acordo com a Bankers Insurance para vender a GNB Vida. A operação foi fechada por 190 milhões de euros, um valor que ainda poderá aumentar.
Novo Banco vende seguradora GNB Vida por 190 milhões
David Martins/Cofina
Sara Antunes 12 de setembro de 2018 às 18:23
O Novo Banco fechou a venda da seguradora GNB Vida, revelou a instituição liderada por António Ramalho em comunicado enviado para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

"O Novo Banco informa que celebrou com a Bankers Insurance Holdings uma sociedade do grupo Global Bankers Insurance Group, um contrato de compra e venda da totalidade do capital social da GNB  Vida, por um montante total de 190 milhões de euros, (sujeito aos normais ajustamentos no fecho da transacção) e acrescido de um montante variável em função da performance", revela o comunicado.

Este valor de venda está em linha com a estimativa do Novo Banco, que reavaliou a seguradora no início deste ano. O Novo Banco esperava, em Abril, conseguir um montante em torno dos 200 milhões de euros pela venda da GNB Vida

 

"A selecção da Global Bankers como comprador da nossa operação de seguros vida e como nosso parceiro na distribuição de seguros financeiros, foi feita através de um processo competitivo aberto e transparente. Com a entrada deste novo parceiro, asseguramos um aumento da capacidade seguradora e damos um passo decisivo no redesenho da oferta para os nossos clientes", realça António Ramalho numa declaração enviada às redacções.

 

Além da venda da seguradora, o Novo Banco realizou um contrato com a GNB Vida de distribuição dos produtos por esta última comercializada. O contrato assegura a comercialização destes produtos por 20 anos.

O banco realça ainda que o impacto desta operação será "neutro" ao nível dos resultados, o que se justifica com o facto de nas contas de 2017 ter já sido reconhecida uma perda com a reavaliação da GNB Vida. Já no que respeita aos rácios de solvabiliade, neste caso o CET1, o Novo Banco prevê um "impacto positivo", ainda que não quantifique. 

"Esta transacção representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de activos não estratégicos do Novo Banco, prosseguindo este a sua estratégia de foco no negócio bancário", adianta a mesma fonte. 


(Notícia actualizada às 18:37 com mais informação)