Banca & Finanças Num cenário adverso, Portugal injectará capital no Novo Banco

Num cenário adverso, Portugal injectará capital no Novo Banco

O Estado ainda poderá vir a ser chamado a injectar mais capital no Novo Banco, se em “circunstâncias adversas graves” a Lone Star não puder cobrir estas necessidades. Bruxelas revela que Portugal disponibilizará “capital adicional limitado”.
Num cenário adverso, Portugal injectará capital no Novo Banco
Maria João Gago 11 de outubro de 2017 às 15:32

O Novo Banco ainda poderá receber dinheiro do Estado mesmo depois da venda da instituição à Lone Star. Esta foi uma das medidas aprovadas por Bruxelas para concluir a resolução do BES e apoiar a venda da instituição que ficou com os seus despojos.

 

No entanto, esta mobilização de fundos públicos só ocorrerá no caso de o Novo Banco vir a enfrentar "necessidades de capital em circunstâncias adversas graves que não possam ser resolvidas pela Lone Star". Neste cenário extremo, Portugal disponibilizará capital adicional limitado, refere o comunicado da Comissão Europeia divulgado esta quarta-feira, 11 de Outubro.

 

Bruxelas não especifica qual o valor máximo que Portugal está autorizado a injectar no Novo Banco nesse cenário extremo. Por outro lado, também não é especificado se essa mobilização poderá ser feita directamente pelo Estado ou se a injecção será feita, indirectamente, por exemplo, através do Fundo de Resolução. Mas o Negócios sabe que está em causa uma ajuda estatal, pelo que, a haver necessidade, será o Estado a injectar estes fundos.

(Notícia actualizada às 17:01 com informação de que a injecção no cenário adverso será assegurada directamente pelo Estado)



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