Banca & Finanças PS: "PSD não é capaz de olhar para o sistema financeiro como um pilar da economia"

PS: "PSD não é capaz de olhar para o sistema financeiro como um pilar da economia"

Parlamento debateu projectos do BE, PCP e PSD sobre Novo Banco. Sociais-democratas acusam partidos à esquerda do PS por fazerem "tiros de pólvora seca". PS preferiu atacar PSD por propor renegociação do empréstimo do Fundo de Resolução ao Novo Banco.
PS: "PSD não é capaz de olhar para o sistema financeiro como um pilar da economia"
Bruno Simão/Negócios
Marta Moitinho Oliveira 21 de abril de 2017 às 12:24

Eurico Brilhante Dias acusou esta sexta-feira o PSD de se ter transformado num partido que "não é capaz de olhar para o sistema financeiro como um pilar da economia" ao defender a revisão das condições do empréstimo do Fundo de Resolução ao Novo Banco. O deputado do PS defendeu que o partido liderado por Passos Coelho está "mais próximo do PCP e do Bloco de Esquerda".

As declarações do parlamentar socialista foram feitas no Parlamento, onde foram debatidas vários diplomas do PCP, do Bloco de Esquerda e do PSD sobre questão relacionadas com a banca.

Os parceiros do Governo entregaram projectos a defender a nacionalização do Novo Banco, depois do Executivo ter decidido vender o Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star. Já o PSD apresentou um projecto de resolução a recomendar a renegociação das condições do empréstimo do Fundo de Resolução do Novo Banco, que era de dois anos e que o Governo alargou por mais 30.

Brilhante Dias estranhou que o PSD peça no parlamento a renegociação de um empréstimo contraído quando o partido estava à frente do Governo, juntamente com o CDS, "e que o sistema financeiro não pode pagar em dois anos". E como não pode pagar o destino seria a "resolução", argumentou o parlamentar socialista para sustentar a acusação ao PSD.

Antes, o deputado social-democrata António Leitão Amaro tinha afirmado ainda ser do tempo em que as esquerdas "gritavam que eram contra mais dinheiro para a banca" e acusou Bloco de Esquerda e PCP de darem "tiros de pólvora seca" ao levarem ao Parlamento projectos de resolução que à partida têm chumbo garantido já que "ainda [têm] mais custos" para os contribuintes. Leitão Amaro lembrou que a estimativa de que o impacto orçamental ainda seria superior é do próprio Governo que BE e PCP apoiam na Assembleia.

Também o CDS acusou os partidos à esquerda do PS de promover "um dos maiores actos de fingimento" no Parlamento. A centrista Cecília Meireles desafiou a deputada bloquista Mariana Mortágua a "fazer alguma coisa além de se aborrecer", numa referência ao projecto de resolução do Bloco sobre o "descontentamento pela decisão de venda do Novo Banco sem consulta à Assembleia da República".

Mortágua respondeu que PSD e CDS devem "concentrar-se em encontrar" propostas próprias e lembrou que o Bloco votou a favor do aumento da contribuição extraordinária sobre a banca ao contrário do CDS.

No debate, o deputado do PCP Miguel Tiago defendeu a proposta comunista de integrar o Novo Banco no sector público bancário, bem como a identificação do património dos que lesaram o banco e a "renegociado a dívida privada no Novo Banco". 




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mais votado Anónimo Há 1 semana

Mas onde é que está escrito que os colaboradores assalariados da banca não são elegíveis para requerer o RSI junto do Instituto da Segurança Social após uma bem planeada reestruturação que elimine ou reduza o excedentarismo detectado? Para os da Função Pública está escrito na constituição, temos que os gramar quando são excedentários, mas para os da banca onde é que isso está escrito? É que mesmo estando em Portugal, para esses casos, se atentarmos ao pormenor legislativo não parece existir base legal que sustente que esta classe de bandidos nos possa andar a roubar da forma que o tem feito.

comentários mais recentes
O PSD devia secar os eucaliptos infil. que o secam Há 1 semana

Eles só querem o pote.Estão em todos aonde há roubos,não se pode contar com eles para trabalhar limpo.

Qual psd? Há 1 semana

Essa gente não quer governar querem governar-se um grupelho de oportunistas essa escumalha que vá trabalhar

Criador de Touros Há 1 semana

A posição em que PSD e CDS se colocaram foi devida a falta de jeito. Sim, a situação era difícil, mas o jeito não era muito. E agora os esquerdistas gozam com isto. Faz falta uma escola/instituto para preparar os políticos portugueses com valores cristãos. A Católica está infiltrada, nem pensar !!... Uma escola para poucos, com muitos exames conversados e versados sobre vários temas. E com temas à escolha dos participantes, para os testar. Por ano, não mais de uma dúzia de pessoas. De todas as áreas da sociedade. Com missa diária e comentário do evangelho do dia.Aristóteles (Organon), Cícero, Burke, com fartura. E estudo dd biografias de políticos. História de Portugal na vertente política e cultural.E não serão necessariamente os melhores alunos, mas erudição is a must. E idiomas. Não pode ser coisa para burros e preguiçosos. E aulas de boxe, para saberem o que custa a vida. Gente de trabalho. Coisa para os Sábados.

1904 Há 1 semana

Anónimo,
Onde está escrito que pode roubar o dinheiro dos meus impostos para comprares 2a casa no Algarve e um iate em nome da tua tia? Onde está escrito que o povo tem de trabalhar para sustentar a ti e a tua família? Existe alternativa, segue o conselho do teu ídolo corrupto, Imigra! Vai de retro

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