Banca & Finanças Santander lucra quase seis mil milhões com Banif "a dar" 283 milhões

Santander lucra quase seis mil milhões com Banif "a dar" 283 milhões

Quase seis mil milhões de euros foi quanto o Grupo Santander lucrou em 2015. Embora o Reino Unido tenha obrigado a uma provisão de 600 milhões de euros. No entanto, o Banif já contribuiu com um resultado financeiro com impacto positivo de 283 milhões de euros.
Santander lucra quase seis mil milhões com Banif "a dar" 283 milhões
Bloomberg
Alexandra Machado 27 de janeiro de 2016 às 07:41

O banco Santander lucrou quase seis mil milhões de euros em 2015, mas no quarto trimestre os resultados acabaram por ficar abaixo das estimativas.


Os resultados do quarto trimestre ficaram nos 25 milhões de euros, já que o Banco, liderado por Ana Botín, inscreveu imparidades de 1.435 milhões de euros. Há um ano nos três meses terminados em Dezembro os lucros tinham sido de 1.680 milhões de euros. De forma recorrente, sem os efeitos extraordinários, os resultados atingiram, no quarto trimestre deste ano, 1.460 milhões de euros.


No conjunto do ano registaram-se 600 milhões de imparidades, pela actividade do Reino Unido, que terá novas exigências de capital, que penalizaram os resultados. Ainda assim, o grupo lucrou 5.966 milhões de euros, mais 3% que um ano antes. Sem efeito dos resultados não correntes, o crescimento seria de 13% para 6.566 milhões de euros. "Num ano com um contexto económico internacional complexo, com as taxas de juro historicamente baixas em moedas chave para o grupo, como euro, libra e dólar, o Banco Santander apresentou uma boa evolução", diz o grupo em comunicado aos reguladores do mercado de capitais. 

O Santander já inscreveu, nos resultados de 2015, um resultado financeiro positivo pelo Banif de 283 milhões de euros. Também a reversão de passivos fiscais no Brasil de 835 milhões de euros contribuíram para compensar parte dos 1.718 milhões de euros de resultados financeiros negativos nesse ano: 600 milhões só por conta do Reino Unido. 

De acordo com os resultados de 2015, divulgados esta quarta-feira, o Santander inscreveu 283 milhões de euros de resultados positivos não recorrentes pelo Banif, explicando tratar-se de um "badwill" pela aquisição do banco português, o que significa que o Santander está a considerar que o preço pago é mais baixo do que o seu justo valor. O Santander adquiriu o Banif por 150 milhões de euros em Dezembro, no âmbito de um processo de resolução do Banco Nacional do Funchal. Com esta aquisição o Santander reforçou a sua posição em Portugal para 14,5% de quota

No apresentação que faz dos seus resultados referentes a 2015 - o Banif foi adquirido a 20 de Dezembro -, o Santander diz que Portugal contribui com 4% para os resultados.

No conjunto do banco, em termos consolidados, o Santander reportou um aumento de 6% no crédito e de 7% na captação de recursos de clientes, o que permitiu uma melhoria em 8% das receitas comerciais.

O banco justifica, assim, a distribuição de um dividendo de 0,20 euros por acção, sendo 0,16 euros em dinheiro, mais 79% que em 2014. O banco diz que cumpriu os compromissos anunciados no Dia do Investidor em Setembro, no qual tinha traçado como objectivos situar o seu "core" capital acima dos 11% no final de 2018. No final de 2015, estava acima dos 10%. E alcançar uma rentabilidade de 13% nesse mesmo ano, situando-se já nos 11%.

A margem financeira bruta atingiu os 45.272 milhões de euros, o que o banco compara com 2012, dizendo que estão acima em 300 milhões dos valores desse ano. Os custos, sem o impacto cambial, crescem a um ritmo menos elevado, explica o banco. A evolução dos ingressos e dos custos levam a uma margem líquida de 23.702 milhões de euros, mais 5%, o que situa o rácio de eficiência nos 47,6%, o que o banco diz ser um dos níveis mais baixos da banca internacional. 

Em relação aos lucros, 56% vem da Europa e 44% da América. O maior contributo chega mesmo do Reino Unido com 23%, seguido do Brasil (19%), Espanha (12%), Estados Unidos (8%), México (7%), Chile (5%). Portugal, Argentina e Polónia pesam, cada, 4%. 

Os activos totais em 2015 atingiram os 1.340.260 milhões de euros, mais 6% que em 2014. O volume de crédito ascendeu a 805.395 milhões de euros, mais 6% que um ano antes. Com os recursos de clientes a atingirem os 774.819 milhões de euros. 

(Notícia actualizada às 8:04 com mais informações)




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mais votado Anónimo 27.01.2016

Em contrapartida lixou todos os que tinham acções e obrigações pequenos e grandes accionistas.
Um verdadeiro sucesso.

comentários mais recentes
Anónimo 29.01.2016

E o fax enviado pelo BCE: "nem pensem mais, só o Santender"! googlem Costa Bruxelas banif exigencias. Exigência d BCE p comprar o Banif, tem d ser 3x maior no mercado nac. e 5x no internac. nem os Tugas podiam comprar. Os nossos PM são uns lorpas! PCP e BE tem razão, tá n hora de sair desta Europa!

ze 28.01.2016

Quando comprei as ações do Banif nunca pensei que o estado faria um roubo destes aos contribuintes e investidores.A mim tirou-me a esperança porque me arruinou .É um pesadelo constante

Ze Mentiroso 27.01.2016

Assim tambem eu seria Bilionario a conta dos Pagantes dos Pobres tugas Roubados e vendidos as corja dos vermes politicos da actualidade. Parte de estes milhoes sao Roubo a tod o Contribuinte.

Ze Mentiroso 27.01.2016

Assim tambem eu seria Bilionario a conta dos Pagantes dos Pobres tugas Roubados e vendidos as corja dos vermes politicos da actualidade. Parte de estes milhoes sao Roubo a tod o Contribuinte.

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