Banca & Finanças Santoro garante que tinha acordo com o CaixaBank nas "questões financeiras"

Santoro garante que tinha acordo com o CaixaBank nas "questões financeiras"

"É difícil compreender o que se passou agora, depois de ter havido entendimento entre as partes nos termos principais do acordo, nomeadamente nas questões financeiras", afirma Mário Leite Silva.
Santoro garante que tinha acordo com o CaixaBank nas "questões financeiras"
Celso Filipe 25 de março de 2016 às 22:20

O presidente da Santoro, Mário Leite Silva, diz que não foram questões de preço que ditaram a decisão do CaixaBank de romper as negociações com a holding detida por Isabel dos Santos e garante que na quinta-feira havia um princípio geral de acordo entre as partes.

"É difícil compreender o que se passou agora, depois de ter havido entendimento entre as partes nos termos principais do acordo, nomeadamente nas questões financeiras", afirma Mário Leite Silva, numa declaração por escrito.


O líder da empresa controlada por Isabel dos Santos, segunda maior accionista do BPI, apesar do anúncio do CaixaBank de colocar um ponto final nas negociações, mantém a porta aberta para um entendimento.


"Mesmo assim, acreditamos que o bom senso prevalecerá e o diálogo será imediatamente retomado", sublinha Mário Leite Silva (na foto).


O CaixaBank anunciou na quinta-feira a quebra nas negociações com a Santoro de Isabel dos Santos para encontrarem uma solução para o problema de excesso de concentração de riscos em Angola.


"O CaixaBank informa que não se conseguiram reunir as condições necessárias para alcançar um acordo com a Santoro Finance", adiantou a instituição catalã em comunicado ao supervisor da bolsa de Espanha.

O Negócios noticiou esta tarde que Isabel dos Santos foi apanhada de surpresa com este anúncio do CaixaBank de que não tinha reunido "as condições necessárias para alcançar um acordo com a Santoro Finance".

Nas últimas semanas, a negociação passava pela venda da posição de Isabel dos Santos no BPI ao CaixaBank sendo que, em contrapartida, o BPI reduzia a sua participação no BFA, vendendo capital à empresária, cumprindo assim as obrigações perante o BCE. 


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mais votado Anónimo 26.03.2016

O Aguenta Aguenta e o Sr. Dr. Santos Silva é que serão os pais da criança, pois a história diz que sempre mandaram no BPI sem capital e nunca permitiram acordo que lhes tirasse poder, foi assim na fusão BES/BPI porque com 40% queriam mandar, foi assim na OPA do BCP que rejeitaram 7 euros por ação (hoje valem quase uma décima parte) e nesta crise queriam chutar a Isabel dos Santos, mas esta tem sido bem mais esperta e a bola parece estar a fazer ricochete. Não percas os próximos capítulos

comentários mais recentes
Anónimo Há 4 semanas

Baboseiras...

Anónimo 26.03.2016

Os f-d.p dos shorters do BCP, a quem se deve os títulos deste estarem ao preço do uva mijona, esses f.dp não irão ter muita sorte, nesta circunstância que se avizinha.-

Criador de Touros 26.03.2016

O stress dos shorts no BCP é que dá gosto ver: cada dia que passa será uma dor de cabeça para eles. Gosto de assistir de dentro !!; )

antonio mendes 26.03.2016

BCP- Alemães e Ingleses estão interessados neste Banco, pelo menos é noticias em alguns jornais de hoje,

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