Banca & Finanças Ulrich mostra-se "contente" com as melhorias económicas mas alerta para riscos internos e externos

Ulrich mostra-se "contente" com as melhorias económicas mas alerta para riscos internos e externos

Precisamente um ano após ter proferido a polémica frase: "O país aguenta mais austeridade?... ai aguenta, aguenta!", Fernando Ulrich voltou a explicar o que quis dizer. O presidente do BPI acredita que Portugal tem "feito um trabalho notável" e mostrou-se "contente" com as recentes melhorias económicas. Ainda assim, não deixou de alertar para riscos internos e externos.
Ulrich mostra-se "contente" com as melhorias económicas mas alerta para riscos internos e externos
Maria João Gago 30 de janeiro de 2014 às 21:14

A 30 de Janeiro de 2013, Fernando Ulrich surpreendeu o País ao proferir a seguinte declaração: "O país aguenta mais austeridade?...ai aguenta, aguenta!" “Não gostamos, mas [Portugal] aguenta (…) Os gregos, com uma taxa de desemprego de 23,8%, estão vivos. Protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos". 

 

Um ano passado, a 30 de Janeiro de 2014, Ulrich explicou o que as suas palavras queriam dizer. "O que procurei explicar é que a dimensão dos sacrifícios e do esfoço dos portugueses não eram uma questão de gosto ou de capacidade de quem os sofre mas tinham a ver com a necessidade de fazer crescer a economia e a capacidade de negociar com os nossos credores". "A dimensão dos sacrifícios depende do ritmo do crescimento económico. Se conseguirmos crescer não precisaremos de tantos sacríficos, ou conseguiremos geri-los melhor se não estivermos nas mãos dos credores", acrescentou o presidente do BPI à margem da conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2013.

 

Ulrich considera que "Portugal tem feito um trabalho notável que se reflecte em várias áreas, como o equilíbrio das contas externas, a consolidação das contas públicas e a melhoria da competitividade das empresas portuguesas". O País está hoje melhor e "estou muito contente por isso", afirmou.

 

Fernando Ulrich alertou, no entanto, que continuam a existir riscos, tanto a nível interno, como externo. "A nível externo pode haver perturbações de mercado relacionadas com resultados eleitorais, por exemplo, das eleições europeias". Internamente, "existem riscos de natureza política e de não mantermos o necessário caminho de rigor”.

 

Quanto à possibilidade do País recorrer, ou não, a um programa cautelar no final do programa de ajuda externa, Ulrich afirmou que "qualquer das vias pode ser utilizada com sucesso e de forma positiva para o País". "Quem tem informação para tomar essa decisão é o primeiro-ministro, o vice-primeiro-ministro, a ministra das Finanças e o governador do Banco de Portugal. Essa decisão depende também dos nossos credores e dos nossos aliados europeus", referiu o presidente do BPI.




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Eu tambem comungo da mesma opiniao,no entanto acho que se cada um olhar pela sua sua casa ,as preocupacoes serao muito menores.Por tradicao preocupamo-nos muito com os outros com problemas muito inferiores aos nossos.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Grande Ulrich!

Anónimo Há 3 semanas

Eu tambem comungo da mesma opiniao,no entanto acho que se cada um olhar pela sua sua casa ,as preocupacoes serao muito menores.Por tradicao preocupamo-nos muito com os outros com problemas muito inferiores aos nossos.

coitado, este nunca aprende! Há 3 semanas

idiota, não sabes que agora está no top moda, a oração e não essa tua ridícula fé em levar no c, és mesmo um idiota, deves ser iniciado na oração pois levar no c já esta fora de moda, é coisa do século passado! ser um tuga moderno, é ser um tuga orador, onde só pensa em viver numa plantação de tomates e ao mesmo tempo orar o senhor, de um preto ou de um brasileiro! beijocas, palhaço

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