Comércio McDonald's vai eliminar palhinhas de plástico no Reino Unido e Irlanda

McDonald's vai eliminar palhinhas de plástico no Reino Unido e Irlanda

O McDonald's vais substituir as palhinhas de plástico por alternativas de papel ecológico nos restaurantes do Reino Unido e da Irlanda. O novo modelo de palhinhas vai estar disponível já em Setembro.
McDonald's vai eliminar palhinhas de plástico no Reino Unido e Irlanda
Bloomberg
Raquel Murgeira 15 de junho de 2018 às 15:50

O McDonald's vai trocar as palhinhas de plástico por alternativas de papel ecológico em todos os 1.361 restaurantes do Reino Unido e da Irlanda. A medida será implementada depois de a cadeia alimentar ter já testado, com sucesso, as palhinhas de papel em vários pontos de venda do mercado, de acordo com o Business Insider.

As novas palhinhas de papel são provenientes de fontes sustentáveis e vão estar disponíveis já a partir de Setembro. Segundo a BBC News, o McDonald's utiliza 1,8 milhões de palhinhas de plástico por dia só nos restaurantes britânicos e irlandeses.

"Os planos do governo, combinados com a opinião dos nossos clientes, ajudou-nos a acelerar o processo de eliminar as palhinhas de plástico e estou orgulhoso de termos sido capazes de desempenhar o nosso papel em ajudar a sociedade a atingir a mudança", afirmou Paul Pomroy, director executivo da McDonald's na Irlanda e Reino Unido, citado no Business Insider.

Já o secretário de Estado do Ambiente do Reino Unido, Michael Gove, apelidou esta medida de "contribuição significativa" para ajudar o meio ambiente e adiantou ser "um bom exemplo para outras grandes empresas".

As palhinhas de papel ecológico vão ser testadas noutros países, com o intuito de alargar a medida a outros mercados. Os EUA, a França e a Noruega vão ser os próximos países a testar o novo produto.

No mês passado, a Comissão Europeia apresentou, em Bruxelas, medidas para reduzir a poluição nos mares e oceanos e que incluem a proibição do uso de plástico em produtos como cotonetes, talheres, palhinhas e paus de balões, entre outros.

Bruxelas quer que todos estes produtos sejam fabricados exclusivamente a partir de matérias-primas mais sustentáveis. Isto porque estes itens representam cerca de 70% dos resíduos marítimos na União Europeia (UE).

As propostas da Comissão serão transmitidas ao Parlamento Europeu e ao Conselho para eventual adopção. A Comissão insta as outras instituições a tratar este dossiê com carácter prioritário e a assegurar resultados tangíveis para os europeus antes das eleições de Maio de 2019.

 




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