Comércio Retalho não alimentar puxa pelas vendas dos retalhistas no primeiro semestre

Retalho não alimentar puxa pelas vendas dos retalhistas no primeiro semestre

As vendas estão a recuperar na generalidade. Ainda assim, são os bens de equipamento que mais contribuem - com um crescimento de 11% - para este cenário.
Retalho não alimentar puxa pelas vendas dos retalhistas no primeiro semestre
Reuters
Wilson Ledo 04 de setembro de 2014 às 17:49

O volume de vendas do retalho não alimentar registou um crescimento de 0,5% nos primeiros seis meses de 2014. O Barómetro de Vendas da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) mostra assim que o "sector mais penalizado nos últimos três anos em termos de volume de vendas e negócios" está a dar a começar a recuperar.

 

Até ao final de Junho, a área não alimentar registou um volume de vendas de 3.644 milhões de euros. No mesmo mês do ano passado, tinha fechado nos 3.627 milhões.

 

Para Ana Isabel Trigo Morais, directora-geral da APED, esta área regista os "números mais consistentes de crescimento". As vendas estão a recuperar na generalidade. Ainda assim, são os bens de equipamento que mais contribuem - com um crescimento de 11% - para este cenário.

 

As telecomunicações são o ramo que mais puxa por esta categoria dos bens de equipamento, crescendo 44%. Os 'smartphones' registaram um volume de vendas de 123,3 milhões de euros neste período. Os telemóveis inteligentes são apenas ultrapassados pelas vendas de televisores.

 

Os segmentos do vestuário e dos combustíveis caem ambos 2,8% face ao período homólogo. Todavia, os combustíveis continuam a representar a maior fatia do retalho não alimentar português, com vendas na ordem dos 1,5 mil milhões de euros. 

 

Lei da Cópia Privada pode colocar em causa recuperação do mercado não alimentar

 

Apesar da recuperação homóloga neste semestre, a APED recorda que o mercado de bens de equipamento apresenta uma redução de 16% no seu volume de vendas face ao primeiro semestre de 2010.

 

A associação que representa o sector mostra-se preocupada com a nova Lei da Cópia Privada – que introduzirá uma taxa adicional sobre equipamentos como telemóveis ou 'tablets', que será distribuída pelos artistas. "Tememos que esta recuperação [registada no primeiro semestre de 2014] possa estar em causa", acentuou Ana Isabel Trigo Morais.

 

A responsável admite que a nova lei poderá significar um aumento do consumo deste tipo de produtos fora do país, nomeadamente através do mercado emergente de comércio online. Muitas dessas plataformas "não geram nem emprego nem pagam impostos em Portugal", recordou.




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