Construção Leixões reduz encaixe da Mota-Engil com a venda da Tertir

Leixões reduz encaixe da Mota-Engil com a venda da Tertir

A Mota-Engil concluiu a alienação dos seus negócios portuário e de logística aos turcos da Yildirim, por 245 milhões de euros, menos 30 milhões do que o previsto.
Leixões reduz encaixe da Mota-Engil com a venda da Tertir
Bruno Simão
Maria João Babo 19 de fevereiro de 2016 às 16:43

A Mota-Engil anunciou esta sexta-feira ter concluído a alienação ao Grupo Yildirim dos seus negócios portuário e de logística, depois de obtida a declaração de não oposição por parte da Autoridade da Concorrência e das autorizações de todas as demais entidades que  tinham de se pronunciar sobre a transacção.

 

Em comunicado, o grupo revela contudo que em vez dos 275 milhões de euros que a venda dos seus negócios portuários, incluindo e Tertir, estava previsto gerar, "o montante final da compra e venda, já recebido, foi de 245 milhões".

 

Isto, explica o grupo, por não ter sido concluído até esta data "o processo de renegociação da Concessão do Terminal de Contentores de Leixões, incluída no perímetro da venda, o qual tinha por objecto a realização de um significativo investimento por parte da concessionária, por contrapartida do reequilíbrio económico-financeiro da concessão em cumprimento da lei e do contrato".

A Mota-Engil anunciou em Setembro de 2015 a venda das suas subsidiárias Mota-Engil Logística e Tertir, um portfólio de activos a ser transaccionado por 275 milhões de euros ("equity value") incluindo as concessões portuárias detidas pelo grupo em Portugal, Espanha e Peru, bem como a empresa de serviços de suporte de logística Transitex.

O valor do negócio acabou por ser afectado pelo facto de não ter sido possível concluir a renegociação do contrato da concessão de Leixões, no âmbito do processo lançado pelo Governo de Passos Coelho relativamente às concessões portuárias,uma das medidas do "plano 5+1".

Além da Tertir, está também à venda até 60% do capital da concessionária Ascendi, outra parceria com o Novo Banco, num processo que está já na fase de short list. 

O Haitong Bank foi o assessor financeiro da Mota-Engil e do Novo Banco neste negócio.
 

(notícia actualizada às 17:27 com mais informação)




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
zacarias Há 5 dias

AGORA COMECAM A VENDER AS MAQUINAS, JA RESTA POUCO PARA VENDER, QUEM VAI PAGAR A DIVIDA COLOSSAL QUEM TEEM, DIVIDENDOS NAO HA. COTACAO DESCE PARA 1.00 EURO

pub
pub
pub
pub