“Mesmo que quisessem, as construtoras não conseguiam sair das concessionárias”
06 Fevereiro 2013, 20:30 por Maria João Babo | mbabo@negocios.pt
6
Enviar por email
Reportar erro
0
Presidente executivo da Mota-Engil defende necessidade de estabilidade regulatória, numa altura em que o risco de Portugal afastou o interesse dos fundos nestes activos .

O CEO da Mota-Engil e presidente da concessionária Ascendi lamentou que o actual momento seja de “grande instabilidade regulatória”, o que impede o interesse de fundos de investimento ou de pensões na aquisição dos activos concessões.

 

Questionado na comissão parlamentar de inquérito às PPP sobre as razões porque são as construtoras as accionistas das concessionárias, Gonçalo Moura Martins frisou que, neste momento, mesmo que quisessem sair não conseguiam”, devido designadamente ao risco que Portugal passou a representar.

 

“Existe a necessidade de ter um quadro regulatório estável”, destacou, lembrando a situação pela qual está a passar o sector da construção.

 

Gonçalo Moura Martins referiu ainda que todas as grandes construtoras mundiais, como a Vinci, são também as maiores concessionárias.   

 

O responsável explicou que, após a construção destas vias, em função das estratégias dos grupos, uns querem sair, sendo os grandes adquirentes do capital das concessionárias os fundos, porque encontram nestes investimentos estabilidade e “cash flows”.

 

Na semana passada, o secretário de Estado das Obras Públicas, Sérgio Monteiro, interrogou-se no Parlamento "por que razão é que são as construtoras as [entidades] que têm a maioria do capital das concessionárias" rodoviárias.

 

"Por que é que são as construtoras que têm a maioria do capital das concessionárias? Porque é que não são fundos de investimento ou consórcios internacionais?", questionou. "Porque o ganho imediato vem da obra e o ganho recorrente vem da obra que se faz ao longo do tempo", argumentou.

 

6
Enviar por email
Reportar erro
0
pesquisaPor tags:
alertasPor palavra-chave: