Construção Mota-Engil interessada em activos na Nigéria que podem valer 1,5 mil milhões

Mota-Engil interessada em activos na Nigéria que podem valer 1,5 mil milhões

A Mota-Engil África está interessada em projectos na Nigéria que podem valer entre 20 milhões e 1,5 mil milhões de euros, revelou o presidente da empresa, Manuel António Mota, numa entrevista à Bloomberg.
Mota-Engil interessada em activos na Nigéria que podem valer 1,5 mil milhões
DR
Negócios 11 de julho de 2018 às 08:01

A Mota-Engil e o grupo nigeriano Shoreline celebraram um acordo para a constituição de uma joint-venture para operar na Nigéria, numa parceria, que formaliza a entrada do grupo liderado por Gonçalo Moura Martins neste país, terá a designação Mota-Engil Nigeria Limited, e será detida em 51% pela Mota-Engil Africa e em 49% pela Shoreline.

 

"Os projectos na Nigéria que actualmente estão em cima da mesa valem entre 20 milhões e 1,5 mil milhões de euros", revelou o presidente executivo da Mota-Engil África, Manuel António Mota (na foto à esquerda), numa entrevista à Bloomberg. "Isto pode fazer uma grande diferença na nossa carteira de encomendas", adiantou.

 

Manuel António Mota considera que a entrada neste país africano foi "o certo", uma vez que há mais procura por projectos de construção e os preços do petróleo estão a subir o que aumenta os cofres dos Estados produtores desta matéria-prima, como é o caso da Nigéria.

 

Quanto a outro país africano, Angola, Manuel António Mota espera que se encontre brevemente uma solução para o dinheiro que a construtora portuguesa tem empatado no país. "Sabemos que Angola passou por uma fase muito difícil economicamente, mas está a começar a recuperar" salientou o responsável. "No que se refere aos pagamentos em atraso, penamos que haverá uma solução no curto prazo", acrescentou, sem adiantar mais informação.

 

E quanto à dispersão de capital da Mota-Engil África, Manuel António Mota foi peremptório: "Estamos constantemente a ser abordados sobre esta situação. Não é uma prioridade neste momento."


(Correcção: era referido que a entrevista tinha sido dada por António Mota, quando na verdade se trata de Manuel António Mota. Aos visados as nossas desculpas)




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