Construção Mota-Engil vende Indaqua por 60 milhões de euros a empresária israelo-americana

Mota-Engil vende Indaqua por 60 milhões de euros a empresária israelo-americana

Mais uma venda concluída pelo grupo construtor. A Mota-Engil chegou a acordo para vender a sua posição na Indaqua por 60 milhões de euros.
Mota-Engil vende Indaqua por 60 milhões de euros a empresária israelo-americana
Ahikam Seri/Bloomberg
Alexandra Machado 11 de fevereiro de 2016 às 20:14
A alienação da posição que a Mota-Engil detém na Indaqua vai render à construtora 60 milhões de euros, anunciou a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins, em comunicado à CMVM.

"A Mota-Engil informa que, no âmbito da implementação da sua estratégia para a área de ambiente, chegou a acordo para a venda da sua participação na Indaqua - Indústria e Gestão de Águas ao Grupo Miya por 60 milhões de euros", lê-se no comunicado.

Para que a transacção fique concluída a Mota-Engil terá ainda de obter as autorizações necessárias que passam pelos concedentes e financiadores. Por isso, prevê que esteja concluída até ao final do primeiro semestre de 2016.

A Indaqua participa em seis concessionárias de fornecimento de água, em sete municípios que servem 600 mil habitantes.

A Mota-Engil diz, ainda, no comunicado que esta alienação visa "continuar a implementar as medidas de focalização, dos recursos afetos à sua área de ambiente, no segmento de recolha e tratamento de resíduos".

A compradora é a Miya, empresa fundada pela empresária israelo-americana Shari Arison (na foto) em 2008, integrando o grupo de investimentos Arison. Já em Janeiro, o Público tinha noticiado que o acordo estava para breve. 

A Mota-Engil detém 50,06% da Indaqua, que por sua vez detém as concessões em Fafe, Santo Tirso/Trofa, Feira, Matosinhos, Vila do Conde e S. João da Madeira. A alemã Talanx é a outra accionista da Indaqua, posição que comprou à Soares da Costa em 2015, tendo ficado com 49,94%. 

Esta é mais uma alienação da Mota-Engil que recentemente viu aprovada pela Autoridade da Concorrência a venda da sua posição na Tertir por 275 milhões de euros aos turcos da Yildirim. A Tertir explora os terminais internacionais rodoviários de mercadorias em Alverca e Freixieiro (Matosinhos). E também recentemente ficou formalizado o investimento do grupo Ardian nas concessões rodoviárias da Ascendi.

No último relatório de contas anuais, de 2014, a participação da Mota-Engil na Indaqua estava registada por um valor de 21,9 milhões d euros.

Perfil
Quem é Shari Arison? A empresária fundadora da empresa que agora comprou a posição maioritária na Indaqua vive em Televive e, segundo a Forbes, é a israelita mais rica. Shari Arison consolida a fortuna que herdou do pai Ted, fundador da Carnival Corporation, que ainda hoje é o maior activo da empresária que também tem uma posição no banco Bank Hapoalim e na empresa de infraestruturas de Shikun & Binui Holdings.

É também, segundo a mesma publicação, filantropa. Apesar de viver em Israel, nasceu em Nova Iorque. Tem actualmente 58 anos. 

Já a empresa que adquire a Indaqua, a Miya, detém várias operações a nível mundial. A sede é no Luxemburgo. Uma das suas presenças é no Brasil. A empresa diz que a sua missão é "optimizar o fornecimento de água nos sistemas urbanos". 

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(Notícia actualizada às 20:45 com mais informações)







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mais votado Ciifrão 11.02.2016

As empresas portuguesas ganham as concessões por influência politica, depois não sabem ou não querem gerir o negócio, por isso vendem. Está-se mesmo a ver onde isto vai parar, mesmo com partidos como o BE e o PCP a quererem nacionalizar.

comentários mais recentes
Leandro 14.02.2016

Boa boa... israelitas e alemães juntos nas águas portuguesas. Estamos a ser integradores! Os roteiros da inclusão feitos pelo presidente Cavaco, geraram alguma competência. Já conseguimos incluir dois campos tão diferentes!

Leandro 14.02.2016

Boa boa... israelitas e alemães juntos nas águas portuguesas. Estamos a ser integradores! Os roteiros da inclusão feitos pelo presidente Cavaco, geraram alguma competência. Já conseguimos incluir dois campos tão diferentes!

Leandro 14.02.2016

Boa boa... israelitas e alemães juntos nas águas portuguesas. Estamos a ser integradores! Os roteiros da inclusão feitos pelo presidente Cavaco, geraram alguma competência. Já conseguimos incluir dois campos tão diferentes!

Chico Ferreira 12.02.2016

A Mota Engil só vende, vende.
Deve estar a precisar de muito dinheiro!

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