Construção Oferta chinesa avalia Lusoponte em mais de 300 milhões

Oferta chinesa avalia Lusoponte em mais de 300 milhões

Grupo de construção chinês quer comprar os 7,5% da Teixeira Duarte na Lusoponte, mas os outros accionistas da concessionária terão de decidir se exercem direito de preferência.
Oferta chinesa avalia Lusoponte em mais de 300 milhões
Bruno Simão
Maria João Babo 21 de junho de 2018 às 21:01
A oferta que o China Construction Group fez à Teixeira Duarte por 7,5% do capital da Lusoponte avalia a totalidade da concessionária das pontes 25 de Abril e Vasco da Gama em mais de 300 milhões de euros, sabe o Negócios. Desta forma, ultrapassará os 23 milhões de euros a contrapartida que o grupo chinês está disponível para pagar por aquela posição.

A Teixeira Duarte confirmou, em comunicado, que o contrato de promessa de compra e venda foi assinado com a Companhia de Investimento China-Portugal Global, por 23,3 milhões de euros.
 
O valor não difere muito da última transacção envolvendo da Lusoponte que foi divulgada. Em 2008, a Mota-Engil pagou 88 milhões de euros por mais cerca de 25% da empresa (atingindo então os 38%). No entanto, o valor do activo é hoje muito diferente, já que em 2008 faltavam 22 anos de concessão, quando agora faltam apenas 12.

O jornal Expresso avançou que o acordo de compra com a China Construction foi assinado quarta-feira por Pedro Maria Teixeira Duarte e Manuel Teixeira Duarte. No entanto, os restantes accionistas da concessionária ainda terão de ser notificados para decidirem se acompanham a operação.

Os restantes accionistas da Lusoponte – Mota-Engil, Vinci e Atlantia – podem ainda vir a exercer o direito de preferência na proporção da sua participação, assim que sejam notificados pela Teixeira Duarte e conheçam o preço oferecido pelo China Construction Group.

Em comunicado, a Teixeira Duarte confirma que "o contrato prometido está ainda sujeito a autorizações e eventuais exercícios de direitos de preferência".

A Mota-Engil, que tem 38% da concessionária, tem mostrado interesse neste activo, até pela valorização de que pode beneficiar com a construção do aeroporto do Montijo. O mesmo interesse poderá justificar a Vinci, dona da ANA – Aeroportos de Portugal, que pretende avançar com aquela infra-estrutura complementar para aumentar a capacidade aeroportuária da região de Lisboa.

A Teixeira Duarte, que está comprometida com a banca a vender activos no valor de 500 milhões, tinha já estimado alienar este ano o Lagoas Park, os 7,5% que tem na Lusoponte e os 9% que possui na Auto-Estradas do Baixo Tejo. A construtora fechou um acordo de venda de activos com a Caixa Geral de Depósitos, BCP e Novo Banco para reduzir a dívida. No âmbito desse plano, anunciou em Maio passado a venda do complexo de escritórios Lagoas Park, com impacto nos resultados de 25 milhões de euros, ao fundo Kildare.



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