Desporto Marques Mendes: “Portugal ganhou o Euro sobretudo graças a Fernando Santos”

Marques Mendes: “Portugal ganhou o Euro sobretudo graças a Fernando Santos”

O comentador e ex-presidente do PSD defende que o seleccionador nacional foi o grande responsável pela conquista do Campeonato Europeu de Futebol, porque mostrou capacidade de liderança, ambição e mobilização. Características que também são úteis para a economia.
Marques Mendes: “Portugal ganhou o Euro sobretudo graças a Fernando Santos”
Miguel Baltazar/Negócios
Bruno Simões 13 de julho de 2016 às 13:53

A vitória da selecção nacional portuguesa no Euro 2016 tem um grande responsável: Fernando Santos. Foi pelo menos essa a opinião que o comentador político Marques Mendes deixou na conferência anual do Negócios, que decorreu esta manhã em Lisboa. "Ao contrário de muitas pessoas nunca critiquei o Fernando Santos. Portugal ganhou sobretudo graças a ele, o que mostra que a capacidade de liderança é fundamental", destacou. O comentador defende que a economia e as empresas devem retirar lições do sucesso da Selecção.

 

O ex-presidente do PSD nota que nem sempre a qualidade é essencial para ser bem sucedido. "Temos o Ronaldo que tem enorme qualidade, o Pepe, mas já os tínhamos há vários anos e não ganhámos. Tínhamos coisas extraordinárias nesse domínio, jogadores no estrangeiro, mas não ganhávamos". Entretanto chegou Fernando Santos e "introduziu capacidade de liderança, uma coisa que evidenciou até à exaustão, mesmo ficando sozinho em muitos momentos".

 

Adicionalmente, o seleccionador "mostrou ambição, ninguém o levava a sério, a ideia do ‘só volto a casa dia 11’. Ele teve ambição, que é uma coisa que, de modo geral, não temos. Os espanhóis têm em demasia, têm um ego do outro mundo. Podíamos ficar com um bocadinho do ego deles. Falamos sempre com alguma mediania, com alguma ideia de mediocridade", assinalou.

 

A conferência do Negócios foi subordinada à "(R)evolução no Digital" e para Marques Mendes, é pena que "o que se passa no digital não se passe noutros domínios" da economia.

 

Fernando Santos também "mostrou uma capacidade de mobilização" inédita. "É a primeira vez que não se conhece um contencioso, uma divergência lá dentro. Até o pormenor de, dos 23 jogadores só dois não terem jogado, por serem guarda-redes, reforça o espírito de grupo".

 

Economia tem de aprender com Fernando Santos

 

A vitória no Euro 2016 "é boa do ponto de vista anímico; do ponto de vista do futebol, porque reforça o nosso poderio; é muito prestigiante para o país" e provoca uma "revolução" para os "nossos emigrantes, que passam a ser olhados e tratados de outra forma, particularmente em França, porque os franceses são uma jóia de pessoas, como sabem", ironizou.

Apesar de o digital ser um sector em que Portugal está a dar cartas, é um "problema" se "apenas acharmos que com o digital vamos mudar o mundo". O que é preciso, defendeu, é "pegarmos no exemplo do líder e estratega desta equipa", isto é Fernando Santos, e na sua "capacidade de pegar nas jóias da coroa", e fazer o mesmo com a economia, em que as jóias são "o digital ou as energias renováveis".

"Se pegarmos em todos esses sectores e lhes dermos um enquadramento geral", a economia sai a ganhar, antevê.




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