Telecomunicações  Sonae garante que não se “deixa intimidar” com “ataque pessoal” da Altice

Sonae garante que não se “deixa intimidar” com “ataque pessoal” da Altice

Em resposta ao comunicado da Altice sobre a decisão de avançar com uma queixa-crime contra Paulo Azevedo, a Sonae sublinha que não “abdica das suas convicções” e vai continuar a “indignar-se” quando estiver em causa “ graves danos” de interesse público.
 Sonae garante que não se “deixa intimidar” com “ataque pessoal” da Altice
Ricardo Castelo
Sara Ribeiro 24 de outubro de 2017 às 16:32

"A Sonae não abdica das suas convicções e dos seus argumentos e continuará a indignar-se, quando, por acção ou inacção, se criam as condições para que possam acontecer graves danos do nosso interesse público". Esta foi a resposta do grupo à notícia da intenção da Altice avançar com uma queixa-crime contra o presidente da administração da Sonae, Paulo Azevedo, no seguimento das suas declarações sobre a operação da compra da Media Capital pela Meo.

 

Em resposta ao Negócios, fonte oficial da Sonae garantiu que o processo anunciado pela Altice não intimida o grupo, e deixa o recado: "Não nos deixaremos intimidar mesmo quando é usado o ataque pessoal com a intenção de nos condicionar, num reflexo do que é já o modo como a liberdade de opinião e de expressão de um receio cívico poderão vir a ser postas em causa", apontou, referindo-se ao eventual impacto que a operação pode ter caso seja aprovada.

 

Como foi noticiado esta terça-feira, a Altice vai avançar com um processo contra Paulo Azevedo devido às afirmações do patrão da Sonae sobre o negócio da Media Capital poder criar uma Operação Marquês dez vezes maior.

 

Em declarações à Lusa, na passada sexta-feira, o presidente da Sonae criticou a "não decisão" da ERC sobre a compra da Media Capital pela Altice, afirmando que o negócio "criará condições" para haver indignação com a "descoberta de uma operação'Marquês 10 vezes maior".

 

Estas declarações não agradaram a Altice, que sublinha que "não aceitará que terceiros façam declarações ou insinuações difamatórias relativamente a si ou à sua relação com reguladores, independentemente da posição ou poder desses terceiros". "Responsabilizaremos, como é nosso dever, quem fizer afirmações relativamente à Altice que possam, ilegitimamente, afectar os nossos negócios e a nossa reputação", sustentou o grupo fundado por Patrick Drahi.




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