Mercados 5 coisas que precisa de saber para começar o dia

5 coisas que precisa de saber para começar o dia

Na Europa, as atenções estarão voltadas para a reunião do BCE. Nos Estados Unidos, será digerido o último debate presidencial e também o Livro Bege da Fed. Pelo meio, haverá muitos resultados.
5 coisas que precisa de saber para começar o dia
Raquel Godinho 20 de Outubro de 2016 às 07:30
Investidores atentos às palavras de Draghi
A sessão desta quinta-feira será marcada pela reunião do Banco Central Europeu (BCE). No último encontro, quando a grande maioria dos analistas antecipava que Mario Draghi iria anunciar novas medidas, o presidente da instituição acabou por surpreender ao deixar tudo na mesma no que diz respeito aos estímulos monetários. Para o encontro desta quinta-feira, a maioria dos economistas não antecipa novidades. Contudo, o mercado estará atento à conferência de imprensa da autoridade monetária para tentar recolher pistas sobre o rumo do banco central: vai reforçar os estímulos ou está já a pensar na estratégia de retirada?


Nos EUA, atenção à Reserva Federal

Se deste lado do Atlântico o dia ficará marcado pela reunião do BCE, do outro lado os investidores vão digerir a publicação do Livro Bege da Reserva Federal bem como o último debate presidencial entre Hillary Clinton e Donald Trump, que decorreu esta madrugada. O documento publicado pelo banco central aponta para as interrogações que o desfecho das eleições pode trazer. "Contactos em vários sectores apontam a eleição presidencial como uma fonte de incerteza no curso prazo, adiando algumas decisões de negócio", refere o Livro Bege, que acrescenta que a economia norte-americana manteve um ritmo consistente de crescimento no trimestre entre Agosto e Outubro.


Ontem, a Arábia Saudita fez disparar o petróleo. E hoje?
Os preços do petróleo voltaram ontem aos ganhos. Em Nova Iorque, chegaram mesmo a atingir o valor mais elevado em 15 meses. Motivo? O ministro da Energia saudita mostrou-se optimista para a evolução dos preços do petróleo. E revelou que há outros países com vontade de se juntarem ao corte de produção acordado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Declarações que surgem numa altura em que há ainda algumas dúvidas sobre a forma como este corte de produção será alcançado. Depois dos ganhos superiores a 3% que chegou a registar esta quarta-feira, os investidores estarão atentos à sua capacidade de manter a tendência positiva.  


EDP reage a dados operacionais
Após o fecho da última sessão, a EDP apresentou ao mercado os dados operacionais previsionais relativos aos primeiros nove meses deste ano. A empresa liderada por António Mexia revelou, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que a produção cresceu 15% face ao mesmo período do ano passado. "A produção total cresceu suportada por maiores recursos hídricos na Ibéria e maior produção eólica resultante do aumento de capacidade", refere a EDP. Na quarta-feira, as acções da eléctrica somaram 0,84% para os 3,02 euros e completaram oito sessões consecutivas em terreno positivo. Esta quinta-feira, os títulos deverão reagir aos dados operacionais, com os investidores atentos à análise dos bancos de investimento.   


Resultados de ambos os lados do Atlântico
Como tem sido habitual nas últimas semanas, a sessão será marcada pela publicação de resultados de várias cotadas europeias e norte-americanas. Números aos quais os investidores estarão atentos. Está prevista a apresentação de contas do Bankinter, Bank of New York Mellon, Verizon Communications, PayPal, Microsoft, entre outras.



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