Banca & Finanças Bancos dispensados de exigência adicional de solidez

Bancos dispensados de exigência adicional de solidez

O Banco de Portugal decidiu manter em 0%, no quarto trimestre, a exigência adicional de solidez destinada a fazer face ao aumento do risco sistémico. Este será o oitavo trimestre consecutivo em que os bancos ficam dispensados deste requisito.
Bancos dispensados de exigência adicional de solidez
Bruno Simão/Negócios
Negócios 29 de setembro de 2017 às 18:58

Os bancos portugueses estão dispensados de cumprir a exigência adicional de solidez destinada a absorver o impacto do aumento do risco sistémico devido a um crescimento excessivo do crédito.

 

"Por deliberação do Conselho de Administração adoptada em 26 de Setembro de 2017, o Banco de Portugal, no exercício das suas competências enquanto autoridade macroprudencial nacional, decidiu que a percentagem de reserva contracíclica de fundos próprios a vigorar no quarto trimestre de 2017 manter-se-á em 0% do montante total das posições em risco", informou esta sexta-feira, 29 de Setembro, a instituição liderada por Carlos Costa (na foto).

Esta reserva aplica-se a partir de 2 de Outubro de 2017 a todas as posições em risco de crédito, cuja contraparte seja o sector privado não financeiro nacional, de instituições de crédito e empresas de investimento sujeitas à supervisão do Banco de Portugal ou do Banco Central Europeu (Mecanismo Único de Supervisão), consoante aplicável, acrescenta o mesmo documento.

O BdP sublinha que a decisão foi tomada "depois de notificado o Banco Central Europeu, que não objectou à proposta do Banco de Portugal, e após consulta ao Conselho Nacional de Supervisores Financeiros".

 

A mesma decisão já tinha sido tomada nos quatro trimestres de 2016 e nos três primeiros trimestres deste ano.

 

Este será assim o oitavo trimestre consecutivo em que o Banco de Portugal decidiu manter em 0% a percentagem de reserva contracíclica que incide sobre "todas as posições em risco de crédito, cuja contraparte seja o sector privado não financeiro nacional".




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