Banca & Finanças 80% das imparidades em Espanha devem-se à banca de investimento

80% das imparidades em Espanha devem-se à banca de investimento

Não foi o plano de expansão em Espanha que prejudicou o negócio naquele mercado, assegurou Faria de Oliveira. Foram os projectos de investimento que sofreram devido à crise "monumental" naquele país.
80% das imparidades em Espanha devem-se à banca de investimento
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro 24 de janeiro de 2017 às 16:24

Foram projectos de banca de investimento que prejudicaram o desempenho da Caixa Geral de Depósitos em Espanha, segundo afirmou o seu antigo responsável, Faria de Oliveira, que foi também presidente do banco público.

 

"80% das imparidades resultam de operações originadas com a banca de investimento", assegurou Fernando Faria de Oliveira na comissão de inquérito à Caixa, rejeitando que tenham que ver com "o projecto de crescimento orgânico e a implementação do Banco Caixa Geral em Espanha". Houve tentativas falhadas de compra de bancos em Espanha no início da década passada, e a ausência de crescimento acabou na necessidade de uma reestruturação durante a gestão de José de Matos.

 

O presidente do banco público entre 2008 e 2011 explicou, na audição desta terça-feira 24 de Janeiro, que o Banco Caixa Geral não conseguia "absorver certas operações de crédito, de algum montante e de valor" tendo em conta a dimensão do seu balanço.

 

Nesse sentido, foi decidida a constituição de uma sucursal, com uma gestão independente e onde ficaram parqueados esses investimentos, que passaram por participações em sindicatos bancários que financiavam determinados projectos.

 

"Correu mal porque ocorreu uma crise monumental em Espanha", afirmou Faria de Oliveira na sua audição, na qual também disse, em relação ao banco em Portugal, que a crise financeira que se viveu a partir de 2010 motivou a degradação do balanço.

 

Apesar dos problemas, o gestor argumentou que faz sentido para a CGD "continuar a ter presença em Espanha", ainda que, admitiu, numa outra concepção. Espanha, que tem prejudicado a evolução da instituição financeira, é um dos mercados em que a presença está a ser equacionada no actual momento. 

 

O actual presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) defendeu os conselhos de administração da CGD, esperando que a comissão de inquérito acabe por retirar as dúvidas existentes sobre esse factor.


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comentários mais recentes
Ventura Santos 24.01.2017

Provavelmente correu mal porque ninguém sabia falar espanhol ! Eles viram logo que eram uma dúzia de imbeciles que com uns trocos abriam as pernas até ao rego ! Você, por exemplo, recebeu aí uns 20 Euros ?! Estou enganado ?

Aldrabão 24.01.2017

Entalem esse aldrabão quando a CGD comprou o banco da Estremadura e o Simione a seguir veio uma época de grandes lucros da banca espanhola e portuguesa e os bancos da cgd em espanha era só prejuízos e até os fundiram .Alguém ensacou milhões e milhões e não foi por acaso que o BES foi para espanha

Anónimo 24.01.2017

O Royal Bank of Canada atribuiu hoje um preço alvo à NOS de 9€ ... aproveitem, que o mercado não acordou para esta Acção, vai subir no curto prazo com um previsível anuncio de um aumento do dividendo. BNs.

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