Turismo & Lazer A disrupção é "uma necessidade". Como fazê-lo?

A disrupção é "uma necessidade". Como fazê-lo?

Luís Rasquilha, CEO da Inova Consulting, deixou, no 42º Congresso da APAVT, dicas para as empresas se adaptarem à mudança. Tal só é possível quando o negócio é olhado à distância.
Wilson Ledo 10 de dezembro de 2016 às 14:21

"A disrupção não é uma moda mas uma necessidade". Quem o garante é Luís Rasquilha, CEO da consultora Inova Consulting, sedeada no Brasil. O que fazer então para ser disruptivo?

 

A questão ocupou a manhã deste sábado, 10 de Dezembro, no 42º congresso das Agências de Viagens e Turismo e Turismo (APAVT) em Aveiro – com um painel dedicado a "Factores de Competitividade e Estratégias Empresariais".

 

Luis Rasquilha, português a trabalhar no Brasil, faz uma comparação: "Nós estamos na nossa cama quentinha. E precisamos de sair dela". Mudar o negócio é impossível quando se está imerso nele. "Não é possível fazer disrupção a nós próprios", acredita.

 

Qual é então o caminho? "Recomendo que peguem em três ou quatro cabeças, as tirem daquele ambiente e os ponham a pensar". Arranjando um espaço na agenda semanal para o efeito, indo para um café ou centro comercial e olhar o negócio à distância.

 

"Portugal é o país da crise, mesmo quando não há crise. Está sempre uma desgraça. Quando está bom, quando está parado, quando está a cair. Não é o Governo que vai resolver o nosso problema, antes pelo contrário. Não é o FMI, não é a Europa. Somos nós", apelou ao auditório.

 

Luís Rasquilha defende que a "inovação não é tecnologia. Inovação são ideias novas e acção". Daí que não se estranhe de que o auditório, com empresários do sector do turismo, tenha sido lembrado que a sua missão é "vender sonhos e experiências". E  que isso inclui fazer esse trabalho dentro da própria organização: "as pessoas pedem a demissão não é das empresas, é dos chefes".

 

O especialista explicou que a mensagem deve ser coerente e que os empresários têm de ter em preocupação as necessidades dos clientes, não se esquecendo de contar histórias. "Quando alguém vier empurrar-vos da cama, escrevem histórias como acharam nunca ser possível", advertiu lembrando que até as maiores companhias deixam de existir se não se adaptam.

 

 




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