Telecomunicações Accionistas do SIRESP já ganham dinheiro

Accionistas do SIRESP já ganham dinheiro

O SIRESP pagou, em 2016, mais de 6,67 milhões aos seus accionistas, em dividendos. Recorreram, para isso, aos resultados transitados.
Accionistas do SIRESP já ganham dinheiro
Reuters
Alexandra Machado 26 de junho de 2017 às 00:01

Ainda as contas de 2015 não estavam aprovadas e já os accionistas do SIRESP se reuniam em assembleia-geral para decidir o pagamento de dividendos.

A assembleia-geral decorreu em Janeiro de 2016, na qual foi deliberada "a distribuição de dividendos aos accionistas". Para isso, recorreram aos resultados transitados que nas contas de 2015 superavam os 13 milhões de euros. A título de dividendos foi pago um total de 6,675 milhões de euros, que foram repartidos pelos accionistas. A informação consta na prestação de contas individual referente a 2015, a que o Negócios teve acesso. Não foi possível apurar se a empresa voltou a pagar mais dividendos após esse primeiro pagamento.

Em 2015, aliás, a empresa SIRESP apurou lucros totais superiores a 3 milhões de euros, quando no ano anterior (2014) tinha registado lucros de 749 mil euros.

De acordo com as contas de 2015, os accionistas tinham metido na empresa, estando registado no passivo, 2,78 milhões de euros, sendo o capital social de 1,6 milhões. O último aumento de capital foi, aliás, realizado em 2009, o quinto desde 2007. E então ficou com os 1,6 milhões que ainda tem realizado.

O economista Joaquim Miranda Sarmento, que no jornal Eco analisou os números do SIRESP, refere que o esforço dos privados é de 15 milhões de euros de capital em 15 anos (o prazo do contrato), tendo no cenário base feito para o projecto referido como retorno acumulado projectado de 45 milhões. O economista diz que a projecção desse valor neste momento deverá ser superior.

Quem são os accionistas?

O maior accionista do SIRESP é a Galilei, empresa que antes era a SLN - Sociedade Lusa de Negócios e que mudou de nome depois da nacionalização do BPN. A Galilei está insolvente, a pedido da Parvalorem, um dos veículos que o Estado criou para activos do BPN após a sua nacionalização. A Galilei detém 33% do SIRESP, a que se juntam 9,55% da Datacomp, uma tecnológica que também faz parte do universo SLN/Galilei, e que está sob PER (Processo Especial de Revitalização). A PT, agora detida pela Altice, tem uma parcela de 30,55% do capital. A Motorola, que forneceu a tecnologia, tem 14,9% e, por fim, a Esegur (uma sociedade da Caixa Geral de Depósitos e do Novo Banco, então BES) tem 12%. 




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comentários mais recentes
Anónimo 26.06.2017

Bom jornalismo era ir comprar o relatório com estas contas à Dan & Bradstreet, se calhar iam ver que os dividendos são o menos... isto é uma empresa com margens absurdas, que não existem em concorrência e detida pelos por alguns do costume... para quando um Portugal mas sério?

Ao misturar alhos com bugalhos 26.06.2017

corre-se o risco de passar por atrasado mental. Pensionistas, folhas salariais e mobilidade dos mesmos, diz alguém baralhado, que tenta baralhar os outros. Quando alguém tenta fazer crer que a culpa destes incêndios tem a ver com o que lhe vai, na sua perturbada mente, mostra que é digno de dó

Oportunismo ! claro, antes que o 26.06.2017

escândalo rebente e tudo vá por água abaixo. Esquecem os oportunistas que neste caso especifico, " o mais vale um pássaro na mão" não se aplica. Sobretudo quando os resultados não estão consolidados. Nunca na história deste País, tão poucos desbarataram tantos milhares de milhões ao Portugueses.

Anónimo 26.06.2017

E quem são os accionistas?

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