Banca & Finanças Accionistas injectam 4,3 mil milhões no BCP desde 2011

Accionistas injectam 4,3 mil milhões no BCP desde 2011

Com o aumento de capital deste ano, o BCP já realizou quatro emissões de acções reservadas a accionistas desde 2011.
Accionistas injectam 4,3 mil milhões no BCP desde 2011
Nuno Carregueiro 09 de janeiro de 2017 às 20:12

O Banco Comercial Português vai avançar com um aumento de capital de 1,33 mil milhões de euros, com o objectivo de reembolsar a ajuda estatal e reforçar os rácios de capital.     

 

Com esta operação, desde Maio de 2011 são quatro as ofertas públicas de subscrição (OPS) dirigidas aos accionistas do banco agora liderado por Nuno Amado.

 

Neste aumento de capital que vai realizar este ano, o BCP vai emitir 14,16 mil milhões de novas acções, a 9,4 cêntimos cada uma, pelo que os accionistas vão injectar 1,33 milhões de euros no banco. O encaixe por parte do BCP já está garantido, uma vez que a Fosun e os bancos colocadores tomaram firme a operação.

 

O anterior reforço de capital com recurso a dinheiro fresco dos accionistas foi anunciado em Junho de 2014. Pouco antes do colapso do BES, os accionistas do BCP injectaram 2,24 mil milhões de euros no banco, sendo que grande parte do encaixe serviu também para reembolsar ajuda estatal.

 

Foram na altura emitidas 34,48 mil milhões de novas acções, a 6,5 cêntimos cada, um preço que não está ajustado ao recente "reverse stock split" que foi realizado.

 

Este foi o aumento de capital de maior dimensão, depois de quase dois anos sem angariar dinheiro fresco junto dos accionistas. Em Setembro de 2012 o BCP tinha aumentado o capital em 500 milhões de euros e mais de um ano antes (em Maio de 2011) tinha encaixado 260 milhões de euros.

 

Contas feitas, desde essa altura e tendo já em conta o aumento de capital que vai realizar este ano, o BCP pediu 4,3 mil milhões de euros aos seus accionistas em menos de sete anos.

 

Estas contas incorporam apenas os aumentos de capital que pressupõem a injecção de dinheiro fresco por parte dos accionistas. Nos últimos anos o BCP efectuou também aumentos de capital através de operações de troca de títulos de dívida e incorporação de reservas.

 




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mais votado ISOLTON 09.01.2017

Mais uma vez os pequenos que estão dentro voltam a ter que desembolsar como tem acontecidos desde 2008, ainda as vou ver este ano a muito menos que os 0,094...vamos ver...já era para terem juízo...metam mais o vosso dinheirinho na banca...em breve temos o Montepio e Novo Banco...O banco de Portugal não se importa de deixar os pequenos e médios investidores Portugueses tesos...Pois os grandes estão avisados, recebem informações privilegiadas...

comentários mais recentes
Anónimo 10.01.2017

Desde 2011 foram injectados 4,3 mil milhões de euros no BCP...e o resultado é que vão precisar de mais 1,3 mil milhões.Imaginem esta pipa de massa 5,6 mil milhões investidos num determinado projecto que produzisse bens transaccionáveis,ao invés de não serem esbanjados por esta estirpe de banqueiros

Anónimo 09.01.2017

Porreiro pá! Assim já ha massa para a malta administradora viver uns tempos...

Anónimo 09.01.2017

isto não chega para nada, ainda este ano vão fazer novo aumento de capital, isto é uma maquina de destruir tudo aos pequenos investidores, roubaram tudo, desta vez foi mesmo à descarada o garoto trazia isto preparado, quem tinha 90 ficou com 10 perdemos quase tudo, um roubo jamais visto,

Money Maker 09.01.2017

Penso que desta vez há condições para ser diferente. Com o pagamento dos Cocos e accionistas duros a controlarem a maioria do capital, os shorters não terão hipótese e saem. Tudo o que venderem a descoberto o Banco compra. Com os rácios reforçados,o título pode finalmente limpar o malparado, ou uma parte, com o que sobra dos Cocos. Só os 700 milhões de Cocos custam 63 milhões de juros/ano, que serão poupados aos custos deste ano. Estão criadas as condições para a ação não descer dos 0.15, daí o ganho de quem entrar agora a 0.094. Os chineses sabem o que estão a fazer e a Sonangol quer reforçar. Se a economia ajudar qq coisa, pelo menos as taxas saírem do negativo, fica numa posição sólida. Aquilo por que se tem lutado nos últimos quatro anos. O Nuno Amado não é nenhum santo, os accionistas andaram a sofrer, mas não só os de cá. Vejam os italianos e o próprio Deutsche Bank.

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