Empresas Acções da dona da Conforama disparam 47% após negociações com bancos

Acções da dona da Conforama disparam 47% após negociações com bancos

A Steinhoff International está a negociar com os bancos as condições de um empréstimo contraído em 2016. Em resultado, as acções dispararam na bolsa de Joanesburgo.
Acções da dona da Conforama disparam 47% após negociações com bancos
Reuters
Negócios 11 de dezembro de 2017 às 10:31

As acções da dona da Conforama estão a disparar esta segunda-feira, 11 de Dezembro, depois do anúncio que a Steinhoff International está a negociar com os bancos as condições relativas a um empréstimo de 1.500 milhões de euros que foi contraído em 2016.

A Bloomberg avança que as negociações estão a ter lugar neste momento e que um acordo pode ser anunciado esta semana. Em resultado, as acções já estiveram a subir 47,5% para 885 rands (quase 55 euros) na bolsa de Joanesburgo.

Recorde-se que a Steinhoff International desvalorizou 90% na passada semana depois de terem vindo a público alegadas irregularidades na contabilidade da empresa.

Foi no dia 6 de Dezembro que a Steinhoff revelou que estava a ser alvo de uma investigação criminal e fiscal na Alemanha, estando em causa alegadas irregularidades contabilísticas cometidas desde 2015. Em resultado, o presidente executivo Markus Jooste demitiu-se, com a apresentação de resultados da empresa a ser adiada indefinidamente. A empresa está agora a ser gerida por Christo Wiese, o seu chairman e maior accionista da Steinhoff International.

As alegadas irregularidades na contabilidade levaram a agência Moody's a cortar o rating da empresa em quatro níveis para "lixo". A empresa está presente em Portugal através da marca Conforama e conta com 130 mil trabalhadores em todo o mundo.

As suspeitas sobre as contas da empresa começaram no mês passado, quando a Reuters noticiou que a Steinhoff tinha escondido dos investidores transacções com uma empresa relacionada no valor de quase mil milhões de dólares.

 

A factura fiscal também tem levantando suspeitas, com os analistas a questionarem como a empresa consegue apresentar uma taxa de imposto de 12% (média nos últimos cinco anos), que é inferior a metade da taxa que os seus concorrentes suportam nos principais mercados onde está presente.




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