Banca & Finanças Acções do Deutsche Bank recuperam das perdas de multa recorde

Acções do Deutsche Bank recuperam das perdas de multa recorde

Os títulos do banco alemão estão a negociar no valor mais alto desde 15 de Setembro, antes de a instituição anunciar a coima das autoridades norte-americanas que levou o Deutsche Bank a afundar.
Acções do Deutsche Bank recuperam das perdas de multa recorde
reuters
Rita Faria 21 de Outubro de 2016 às 11:27

As acções do Deutsche Bank estão a negociar no valor mais alto desde meados do mês passado, recuperando assim das fortes perdas registadas na sequência do anúncio da coima milionária aplicada pelas autoridades norte-americanas.

Em alta pela quarta sessão consecutiva, os títulos do banco alemão ganham 0,77% para 13,13 euros, o valor mais alto desde 15 de Setembro. Nesse dia, as acções do Deutsche Bank fecharam a sessão a valer 13,10 euros, poucas horas antes de o banco anunciar que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pretendia multá-lo em 14 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros) para encerrar um processo ligado aos créditos imobiliários de baixa qualidade ('subprime'), que provocaram a crise de 2008.  

O anúncio colocou a instituição no centro de um "furacão" com os investidores a recearem que o Deutsche Bank não tivesse capacidade para enfrentar esses custos legais. As acções afundaram em bolsa e atingiram mesmo um novo mínimo histórico a 30 de Setembro, nos 9,898 euros.

Nesta altura, mais de um mês depois, prosseguem as negociações entre a administração do banco e as autoridades norte-americanas em torno do valor da penalização.

O CEO, John Cryan, está sob pressão para restaurar a confiança do mercado na instituição, depois de já ter garantido que não pretende realizar um aumento de capital, como foi avançado por alguns meios de comunicação internacionais.

O Deutsche Bank apresenta os seus resultados do terceiro trimestre no próximo dia 27 de Outubro.




A sua opinião1
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
surpreso Há 2 semanas

O que dizem os "analistas" desse pasquim?Mais o colega Nicolau Santos?

pub
pub
pub
pub