Banca & Finanças Acordo com Totta nos "swaps" "contribuiu" para emissão de dívida

Acordo com Totta nos "swaps" "contribuiu" para emissão de dívida

Após o acordo com o Totta, que passou por um empréstimo, o Estado avançou com a devolução de 9,4 mil milhões de euros ao FMI. Segundo Ricardo Mourinho Félix, o acordo deu "tranquilidade" para a dívida nacional.
Acordo com Totta nos "swaps" "contribuiu" para emissão de dívida
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 12 de julho de 2017 às 11:32

Ricardo Mourinho Félix defendeu no Parlamento que o acordo que o Governo fez com o Santander Totta, para deixar cair os processos judiciais no âmbito dos "swaps" subscritos por empresas públicas, contribuiu para o sucesso de operações de emissão de dívida, como a que aconteceu esta quarta-feira, 12 de Julho.

 

"O acordo contribuiu para redução das taxas de juro, pela tranquilidade que transmitiu em todos aqueles que aplicam em dívida portuguesa", afirmou o secretário de Estado das Finanças, na comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, onde está ao lado do ministro, Mário Centeno.

 

"Só nestas condições é que foi possível fazer uma emissão como hoje se fez", declarou. O Tesouro português realizou uma emissão de dívida com maturidade em 2045, em que aceitou pagar uma taxa de 3,977%, em linha com o que era antecipado pelo mercado.

 

Quando o Governo chegou a acordo para cancelar os processos judiciais – mantendo, no entanto, os "swaps" vendidos pelo Totta –, o banco liderado por António Vieira Monteiro aceitou conceder um empréstimo de 2,3 mil milhões de euros como contrapartida. O Executivo referiu, em Abril, que as condições do financiamento a 15 anos geravam uma "poupança de juros a pagar pela República de 442 milhões de euros no prazo do empréstimo".

 

Segundo Mourinho Félix, está em causa um "empréstimo interessante". Primeiro, disse, porque não é uma emissão de dívida pública, mas sim um empréstimo, motivo pelo qual não poderá ser transaccionado em mercado secundário: "O Santander toma o risco do início até ao fim". Além disso, a maturidade a 15 anos "é relativamente longa", o que dá estabilidade.

 

Após o acordo, o Governo pagou, antes do prazo definido, 9,4 mil milhões de euros devidos ao Fundo Monetário Internacional. "Um sinal aos mercados", frisou o governante. 

 




A sua opinião4
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
Tereza economista 12.07.2017

Os governos, regiões, autarquias e empresas publicas tem celebrado negócios ruinosos em nome de todos nós e que nos arruinaram para toda a nossa vida e a justiça não existe, muito pior que a brasileira.

Anónimo 12.07.2017

É ÓBVIO QUE A CULTURA DA MAROSCA NUNCA FOI AMIGA DE PORTUGAL E TEM EMPOBRECIDO MILHÕES DE PORTUGUESES.. E ASSIM SE TEM QUEIMADO RIQUEZA E A VIDA DE MILHÕES DE PESSOAS..

Anónimo 12.07.2017

A herança da Maria Swapeira e do Passos foi paga agora por este Governo.

daniel 12.07.2017

a malta paga tudo e até agradecemos! Têm sido cada saque e a o Mistério Público lá continua diria a jogar cartas..
triste justiça que se diz orgão de soberania.

pub
pub
pub
pub