Energia Actuação do Governo impediu mais cortes de energia da EDP

Actuação do Governo impediu mais cortes de energia da EDP

O secretário de Estado da Energia garante que foi a actuação do Governo que levou a EDP a mudar o seu plano de interrupção de energia no "fim-de-semana mais frio do ano".
Actuação do Governo impediu mais cortes de energia da EDP
Bruno Simão/Negócios
André Cabrita-Mendes 01 de fevereiro de 2017 às 15:18
O Governo revelou que foi a sua actuação que impediu a EDP de fazer mais cortes de electricidade durante uma das épocas mais frias do ano.

A EDP Distribuição anunciou no dia 20 de Janeiro diversos cortes de electricidade para o dia 22 de Janeiro, um domingo, em dez concelhos do país, em alguns casos durante um período de sete horas. Mas no dia 21 de Janeiro, a empresa acabou por alterar o plano e decidiu realizar cortes mais curtos - entre três e quatro minutos - em "ruas específicas" de sete concelhos.

"Os cortes de electricidade surpreenderam os portugueses, surpreenderam o Governo, surpreenderam a Direcção Geral de Energia [DGEG] e surpreenderam o regulador [ERSE]", começou por explicar o secretário de Estado da Energia no Parlamento.

"Quando o Governo soube o que se passava contactou os serviços, que desconheciam, contactou as autarquias, que desconheciam, e falou com a empresa", afirmou Jorge Seguro Sanches esta quarta-feira, 1 de Fevereiro.

"E penso que foi em função disso, pelo menos é a informação que eu tenho por parte da empresa, que o plano de cortes que estava programado para o fim-de-semana mais frio do ano não ocorreu e foi feito um mais moderado", disse o governante perante os deputados da comissão de Economia.

O Governo reconheceu a "inexistência de regras claras" e apontou que o regulador está a trabalhar no sentido de criar regras para regular os cortes.

Seguro Sanches sinalizou que a EDP já mudou a sua atitude e está a avisar antecipadamente os municípios, dando o exemplo do corte previsto para Sines no próximo fim-de-semana, tendo a autarquia já sido avisada.

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comentários mais recentes
777seven 02.02.2017

Ora, foi o governo também que manteve a taxação dos 0,85%, sobre a facturação, mais de 120 milhões de euros ilegalmente, sendo que era algo momentâneo por conta da crise em 2012, desde lá vem mordendo tal dinheiro, para que fim nem Deus sabe!
Que fique bem dito aos que querem aparecer de bom moço!

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