Start-ups AddVolt quer "rolar" no mercado externo à boleia da Portugal Ventures

AddVolt quer "rolar" no mercado externo à boleia da Portugal Ventures

A AddVolt, é uma start-up que desenvolveu uma solução para permitir que a energia gerada através das travagens alimente a câmara frigorífica de um camião, fechou uma ronda de investimento com três capitais de risco. O objectivo é internacionalizar.
AddVolt quer "rolar" no mercado externo à boleia da Portugal Ventures
Paulo Duarte
Ana Laranjeiro 21 de março de 2017 às 08:00
A AddVolt tem uma tecnologia que permite que a energia gerada com as travagens alimente a câmara frigorífica de um camião. A solução chama-se WeTruck e a start-up obteve uma ronda de investimento junto da Portugal Ventures (sociedade pública de capital de risco), da Abacus alfa e da Momentum Holding. O montante do financiamento não foi revelado.

Esta verba vai apoiar a entrada da start-up em mercados externos, como Espanha e Alemanha. No caso do mercado germânico há alguns parcerias  já firmadas com empresas para apoiarem o lançamento desta solução.

Há seis meses, Bruno Azevedo, líder da AddVolt, explicava ao Negócios que os camiões frigoríficos dispõem de um motor a diesel que alimenta a parte de refrigeração do pesado na estrada. Quando o veículo entra no armazém pode ligar este sistema a uma tomada de parede de forma a ficar a operar em modo eléctrico. Com a WeTruck, o camião pode operar em modo eléctrico não apenas no armazém mas quando está na estrada, dado que a solução tem autonomia para esse efeito e, ao mesmo tempo, vai sendo carregado.

Para isso, é usado o mesmo princípio dos carros eléctricos, existindo um gerador no pesado que consegue perceber, em tempo real, se o veículo está a travar ou a acelerar. E quando trava, o controlador gera energia. "O nosso ‘core’ são os controladores. É o controlador que gera energia no momento da travagem e é a carga da bateria quando o camião está estacionado. O controlador faz toda esta gestão inteligente da energia a bordo do veículo", explicou.

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comentários mais recentes
Investidor 21.03.2017

O Estado, legislador e regulador, a apoiar directamente uma empresa em detrimento de outra? Só pode, e vai, dar disparate. Não aprendemos. É que não aprendemos!

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