Banca & Finanças Administração da Caixa decide na quinta-feira se fica ou se vai embora

Administração da Caixa decide na quinta-feira se fica ou se vai embora

Os administradores do banco vão anunciar, individualmente, se se demitem ou se entregam a declaração de rendimentos no Constitucional. António Domingues já sabe a posição de cada um dos administradores.
Administração da Caixa decide na quinta-feira se fica ou se vai embora
Miguel Baltazar
Negócios 14 de Novembro de 2016 às 09:12

A administração da Caixa Geral de Depósitos vai-se reunir na próxima quinta-feira. E um dos pontos da ordem do dia vai ser a obrigatoriedade de entregar a declaração de rendimentos e património no Tribunal Constitucional (TC).


A notícia está a ser avançada pelo Diário de Notícias esta segunda-feira, 14 de Novembro, que sublinha que todos os cenários estão em cima da mesa.

Por um lado, vários administradores já afirmaram a sua indisponibilidade para entregar a declaração no Tribunal Constitucional, sobretudo administradores não executivos. Por outro lado, outros já se mostraram disponíveis para mostrar os seus rendimento ao TC.

No centro do processo está António Domingues, que tem gerido a questão tanto com o Governo, como com os administradores. Mas caso o presidente executivo da Caixa decida bater com a porta, o conselho de administração deverá demitir-se em bloco.

Nesta reunião, cada um dos administradores deverá revelar o que pretende fazer, e no final o somatório das decisões vai determinar a decisão final de António Domingues.

Mas, na verdade, o líder da Caixa já sabe o que pensa cada um dos administradores e poderá começar a reunião anunciado a sua posição.

Olhando para os vários cenários, o presidente do banco público poderá demitir-se em solidariedade com os administradores que foram convidados para o cargo no pressuposto de que não tinham de revelar os seus rendimentos.

Contudo, mesmo que alguns administradores se demitam poderão libertar António Domingues dessa obrigação de solidariedade, bastando depois proceder à nomeação de novos admistradores, sublinha o Diário de Notícias.

Para acautelar a saída do Conselho de Administração, o Governo já estará a preparar um Plano B para a Caixa. E os nomes de Paulo Macedo, Carlos Tavares e Nuno Amado são alguns dos nomes que circulam pelos corredores de São Bento e Belém, conforme apurou o Negócios.

Durante o fim-de-semana os principais decisores políticos do país voltaram a pressionar António Domingues para entregarem as declarações no Constitucional. Tanto o primeiro-ministro António Costa como o Presdente da República destacaram que o líder da Caixa e a sua equipa devem cumprir a lei do TC que exige a entrega da declaração.




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mais votado JCG Há 2 semanas

Vão embora! depois dessa palhaçada, só têm essa via: vão embora. Não têm credibilidade nem merecimento para dirigirem a CGD em nome dos portugueses/ acionistas que vocês desprezam (hipótese de entregarem as declarações, mas estas ficarem vedadas à "turba". Afinal quem são os acionistas? os juizes? o Governo?). A ideia que se criou de que vocês eram o último copa de água no deserto é uma profunda mistificação e um enorme desrespeito por milhares de portugueses tão capazes ou mais que vocês para dirigirem a CGD, incluindo alguns que já por lá passaram e que agora foram todos reduzidos à condição de amadores (dado que a tónica que aparece associada aos vossos nomes é de que são profissionais - finalmente uns profissionais!; o quer quer dizer que todos os outros eram amadores e dada a craveira de algumas pessoas que passaram pela gestão da CGD - que vocês não têm nem terão - é um enorme insulto aos nome e memória dessas pessoas. Não me refiro a uns comissãrios partidários recentes).

comentários mais recentes
genio10 Há 2 semanas

Este tem cara de abrute...

DESAPAREÇAM Há 2 semanas

Cambada de parasitas sem quererem cumprir a lei, RUA mas devolvem os 3 milhões que já gastaram que eu não sou vosso paizinho.

JCG Há 2 semanas

Uma coisa que ao longo deste processo me gerou perplexidade foi a do processo de escolha e ou cooptação dos nomes para os órgãos sociais da CGD, uns 30 vindos a público.
A julgar pelo que li, parece que o Governo convidou o Domingos e disse-lhe para “arrebanhar” os restantes elementos. Bom, no máximo, admito que o presidente do CAE escolha os outros membros do CAE, não mais, e mesmo isso sujeito a aprovação do acionista.
Os restantes elementos, que têm missões de fiscalização e relacionadas, não podem nem devem ser escolhidos – e assim ficar com vínculos de dependência pessoal – por aqueles cuja atividade vão fiscalizar.
Quem escolheu Oliveira Martins para chefiar o CF? Quem escolheu Ferreira de Oliveira (um tipo habituado a faturar milhões ... na GALP) para chefiar a comissão de vencimentos? Não é óbvio que quem está habituado a ganhar 1 ou 2 milhões ou mais por ano achará 200 ou 300 mil uns meros trocos? Curiosamente, a presidente do Banco Central dos EUA não chega a ganhar 200 mil

Anónimo Há 2 semanas

A CGD é a recompensa para os lideres da oposição seja PS seja PSD ou CDS, entram calados e saem mudos porque não percebem nada do metier, só percebem ler o talão de salário ao fim do mês.

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