Empresas Agonia investe 95 milhões e emprega 865 pessoas em Vila do Conde

Agonia investe 95 milhões e emprega 865 pessoas em Vila do Conde

Quase seis anos após o lançamento da primeira pedra, o complexo Hospitais Senhor do Bonfim, em Vila do Conde, vai ser finalmente inaugurado. Será no dia 2 de Dezembro e contará com a presença de Passos Coelho. Um investimento de 95 milhões de euros do empresário Manuel Agonia e que vai criar 865 postos de trabalho.
Rui Neves 18 de novembro de 2014 às 17:44

"Durante todo este tempo, trabalharam aqui perto de 200 pessoas. Porque é que demorou tanto tempo? Porque quisemos fazer o melhor hospital de Portugal", afirma o empresário Manuel Agonia, que está a poucos dias de inaugurar a maior obra da sua vida.

 

"Tenho 77 anos. Por que faço isto? Sou essencialmente um homem de fé católica. E há ‘lá em cima’uma balança de consciências..." Agonia pesa, a seu favor, um investimento de 95 milhões de euros, "com recurso exclusivo a capitais próprios", e a criação de 865 postos de trabalho – "recebemos nove mil pedidos de emprego!" – na abertura do complexo Hospitais Senhor do Bonfim, em Vila do Conde.

 

Quase seis anos após o lançamento da primeira pedra, em Maio de 2008, o complexo hospitalar idealizado por Agonia vai ser inaugurado no dia 2 de Dezembro, numa cerimónia que contará com as presenças de Passos Coelho e do ministro da Saúde. "Mas só começará a funcionar, de facto, a 15 de Janeiro", adiantou o dono da obra ao Negócios.

 

Oito edifícios em 13 hectares

 

Situado numa propriedade de 13 hectares, o complexo é dotado de unidades de natureza residencial, hospitalar e de serviços de ambulatório, com um total de oito edifícios autónomos. Vai acolher 549 camas e o seu especial enfoque será nas áreas da pediatria, geriatria, neurologia e psiquiatria.

 

Além de um hospital geral, com sete salas de bloco operatório, 113 quartos duplos e individuais com 241 camas, salas de partos e de recobro e de cuidados intensivos, terá também um centro neurológico com três pisos, 193 camas e seis salas de consulta.

 

Terá ainda uma unidade residencial com quatro pisos, 58 quartos duplos, num total de 116 camas. Já a unidade de serviços de ambulatório, oferecerá serviços de consulta "em praticamente todas as especialidades médicas, serviços médicos, pequena cirurgia e serviços de diagnóstico e tratamento. Está  instalada no maior edifício do complexo, distribuída por cinco pisos, incluindo aparcamento e piso autónomo destinado aos serviços administrativos. O complexo contempla ainda uma capela.

 

VAL de 298 milhões de euros

 

Foram já executados 88 dos 95 milhões de euros de investimento estimado.

 

Um estudo realizado pela Porto Business School estima que este projecto hospitalar irá oferecer um VAL (valor actualizado líquido) de 298 milhões de euros e uma TIR (taxa interna de rentabilidade) de 26 %, "alcançando o seu ponto crítico de volume de negócios (estimado em 44 milhões de euros), no ano quarto de exploração".

 

O mesmo estudo prevê que os proveitos totais alcancem os 63 milhões de euros no quinto ano de exploração "e cresçam, subsequentemente, de forma sustentada".

 

A sociedade promotora, controlada por Manuel Agonia, acaba de aumentar o capital social para 55 milhões de euros, que deverá ser reforçado mais tarde até 65 a 70 milhões".

 

A partir desta base de financiamento, "considera-se que será aconselhável assegurar uma adequada combinação de capital próprio com dívida, projectando-se que esta deva constituir-se sob a forma de dívida a longo prazo, por montante entre 20 a 25 milhões de euros", prevê a mesma fonte.

 

"Considera-se que, deste modo, ficará assegurada a estrutura de capitais permanentes que permitirá suportar não só o esforço de investimento, como também as necessidades de fundo de maneio e a absorção dos défices previstos para os primeiros quatro anos de exploração", concluiu o documento.




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