Construção Agravamento da quebra de actividade leva a mais 300 saídas da Somague

Agravamento da quebra de actividade leva a mais 300 saídas da Somague

A construtora justifica novo despedimento colectivo com a redução drástica do volume de negócios e previsões de agravamento da quebra de actividade nos próximos anos. A Somague diz que o processo de reestruturação que agora se conclui "será o último".
Agravamento da quebra de actividade leva a mais 300 saídas da Somague
Correio da Manhã
Maria João Babo 21 de novembro de 2017 às 16:36
A Somague vai avançar com um novo despedimento colectivo, envolvendo quase 300 trabalhadores. Ao Negócios, a construtora justifica a decisão pelo facto de a sua actividade estar "a sofrer uma continuada e significativa quebra".

A confirmação das saídas surge depois de, esta terça-feira, o Dinheiro Vivo e a TSF terem avançado a notícia do despedimento colectivo na construtora.

"Embora a actividade nacional tenha sido substituída, em parte, por actividade internacional, o volume de negócios tem-se, ainda assim, vindo a reduzir drasticamente" afirma ainda fonte oficial da construtora ao Negócios. Como acrescenta, "as dificuldades que continuam a atravessar Angola e Brasil, os dois principais mercados internacionais onde a Somague opera, fazem com que as previsões para os próximos anos agravem esta quebra na actividade".

"Os resultados, de igual modo, pioraram sistematicamente a ponto de se verificarem perdas entre 2015 e 2017", disse ainda a mesma fonte, lembrando que em 2015 foi iniciado um processo de reestruturação "que agora se conclui e que será o último, tendo sido estruturado com a finalidade de tornar a empresa de novo competitiva no mercado".

A Somague lembra ainda que "o despedimento colectivo é o mecanismo previsto pela lei portuguesa para processos de reestruturação de pessoal como o que a leva agora a cabo".

A empresa salienta também que "o recurso a esta forma de cessação dos contratos de trabalho dos colaboradores afectados supõe uma garantia legal para os trabalhadores afectados em três sentidos: garantir a consistência e tratar com igualdade todos os trabalhadores; o marco legal garante o respeito pelos direitos laborais dos trabalhadores, com plena transparência; e garantir a todos os trabalhadores o acesso ao subsídio de desemprego.

No espaço de dois anos este é o segundo despedimento colectivo levado a cabo pela empresa, depois de em 2015 terem saído 273 trabalhadores. 

A Somague conta com cerca de 1.500 trabalhadores, dos quais aproximadamente 600 em Portugal, segundo os números fornecidos pela empresa ao Negócios na altura. Já este ano, em Fevereiro, a construtora tinha apresentado propostas a cerca de quatro dezenas de quadros para a rescisão de contrato ou deslocalização para outros países onde o grupo tem trabalho.



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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Até podem despedir todos os trabalhadores. Fica só a Administração. Pode ser que assim voltem aos lucros.

Anónimo Há 3 semanas

então a construção está tão boa que é isto que se vê... soares da costa, depois Somague e a seguir?? mota engil??

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