Agricultura e Pescas Agricultores pedem ao Governo que compre batatas para ajudar vítimas de incêndios

Agricultores pedem ao Governo que compre batatas para ajudar vítimas de incêndios

A Confederação Nacional de Agricultura pediu hoje ao Governo que "fixe os preços à produção" para garantir o escoamento da batata nacional, e que "compre umas toneladas de batatas" para ajudar populações afectadas pelos incêndios.
Agricultores pedem ao Governo que compre batatas para ajudar vítimas de incêndios
DR
Lusa 25 de julho de 2017 às 11:55
"Comprar batata nacional a preços justos teria a vantagem de ajudar os produtores, que estão a enfrentar uma crise séria, e de mostrar solidariedade com as vítimas dos incêndios", disse à Lusa João Silva e Sousa, da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), durante um encontro de produtores de batata em Vilarinho do Bairro, Anadia.

Na linha do que tem acontecido a nível nacional, os produtores de batatas da Bairrada queixam-se de "grandes dificuldades no escoamento do produto", denunciando situações em que o custo de produção é três vezes superior ao preço de venda aos intermediários, quase sempre grandes redes de distribuição.

"Só a fixação do preço à produção permite ter preços com que se possa trabalhar", defende o membro da CNA, adiantando que actualmente "não há escoamento e o preço é miserável".

Segundo dados avançados hoje pela CNA, na situação actual um produtor investe em média mais de seis mil euros para produzir 85 toneladas de batata. O valor de mercado dessas 85 toneladas é pouco superior a quatro mil euros, o que representa um prejuízo de quase dois mil euros para os produtores.

"Quem lucra com a situação são os intermediários, que vendem depois os produtos nos supermercados ao consumidor final com grande lucro", denuncia a CNA.

A situação dos produtores de batata merece a "solidariedade e compreensão" da presidente da Câmara de Anadia, Teresa Cardoso.

A autarca independente, que esteve em Vilarinho do Bairro e visitou uma exploração agrícola, lamenta "as condições adversas" enfrentadas pelos produtores, defendendo a fixação pelo Governo do preço à produção, por forma a evitar especulações.

Segundo dados avançados pela CNA, na zona da Bairrada existem mais de 300 hectares de explorações agrícolas que têm a batata como produto principal.



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