Empresas Aguiar-Branco: Estaleiros de Viana “são um exemplo do falhanço do Estado como gestor”

Aguiar-Branco: Estaleiros de Viana “são um exemplo do falhanço do Estado como gestor”

O ministro da Defesa José Pedro de Aguiar-Branco afirmou esta sexta-feira, na assinatura da subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que estes “são um exemplo do falhanço do Estado como gestor”, acrescentando que “o Estado não tem de saber construir navios tal como não tem de saber produzir cervejas”.
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Miguel Prado 10 de janeiro de 2014 às 14:27

“É tão importante saber aquilo que sabemos fazer como reconhecer aquilo que outros sabem fazer melhor”, sublinhou Aguiar-Branco após a assinatura do contrato com a Martifer no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras.

 

“Nos últimos 12 anos os Estaleiros de Viana do Castelo têm vindo a apresentar uma redução significativa da facturação e um aumento dos encargos para os contribuintes”, lembrou o governante.

 

No entanto, Aguiar-Branco deixou uma mensagem de optimismo sobre a gestão dos Estaleiros pela Martifer, afirmando que “a partir de hoje deixamos de falar do passado dos Estaleiros e passamos a falar do futuro”.

 

José Pedro Aguir Branco espera que a Martifer faça “melhor trabalho do que o Estado alguma vez fez nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo”, indicou ainda o ministro durante a cerimónia em Oeiras.

 

O presidente da Martifer, Carlos Martins, está também confiante de que a empresa vai ter sucesso na dinamização dos Estaleiros de Viana do Castelo. “Estou convencido de que vamos conseguir”, disse o gestor, prometendo que a Martifer não irá desistir deste projecto apesar das dificuldades que possam surgir quer por via dos protestos dos actuais trabalhadores quer por via de eventuais processos judiciais para travar esta subconcessão.

 

O presidente da Câmara de Viana do castelo, que depositou uma coroa de flores simbolizando a morte da construção naval portuguesa antes da cerimónia, não poupou críticas à actuação do Governo em relação aos Estaleiros. “O Estado é mau gestor porque somos incompetentes à frente das administrações”, declarou o autarca, José Maria Costa, acrescentando que “este ministro matou a construção naval”.

 

O mesmo responsável assegurou, contudo, que a Câmara de Viana “não é nenhuma força de bloqueio”. “Qualquer empresa, seja ela qual for, terá todo o nosso apoio”, garantiu o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo.

 

 




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mais votado Anónimo 10.01.2014

Realmente e verdade. A evidência disso e o próprio Pais, arrastado para a falência econômica pela gestão que o Estado dele tem feito nos últimos 30 anos.

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Anónimo 13.01.2014

O que é realmente verdade . São os administradores corruptos que governam as empresas Públicas neste País. O interesse está visto é leva-las à falência para que assim haja um pretexto para serem entregue aos senhores do Privado.

Anónimo 13.01.2014

Há qualquer coisa que não bate certo: como é que aqueles que, enquanto ministros, secretários de Estado, dos vários governos constitucionais, fizeram uma gestão danosa dos dinheiros públicos e, nas empresas privadas, são óptimos gestores? Quanto a produzir cervejas, seria bom que os cervejeiros que estão, um, na Economia, outro, à frente da RTP, regressem rapidamente à sua origem, pois correm o risco de esquecer a boa gestão das ditas, mesmos que essa "boa" gestão seja feita à custa das várias benesses que o Estado lhes tem canalizado, desde isenção de impostos até subsídios à exportação. É que menos Estado só para os outros... não para quem anda de cá para lá, no afã de transferir recursos públicos para o privado. E quando os cervejeiros voltarem às suas cervejas já terão mais uma coroa de glória da sua "boa" gestão, a diminuição do IRC.

Bela 13.01.2014

Porque um gestor publico é só para roubar para ele para a família e amigos, A faculdades onde os sérios se formam são as mesmas dos corruptos

Anónimo 13.01.2014

"Um exemplo do falhanço do Estado como gestor", isto só acontece porque o Estado é corrupto, falhado e moldado por interesses individuais. Este governo é um exemplo do falhanço do Estado como gestor, por não ter gente séria, e não ter o interesse público no centro da sua ação. Esta matilha une-se em volta de interesses individuais. Os partido do, dito, arco da governação, estão esgotados. É necessário uma inversão na politica nacional e, só um partido de esquerda poderá devolver aos portugueses o seu país, mas um país mais solidário, mais justo e mais próprio de um país democrático!

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