Agricultura e Pescas AICEP: “Alqueva tem sido um íman para atrair investidores a Portugal”

AICEP: “Alqueva tem sido um íman para atrair investidores a Portugal”

O sector agrícola nacional tem vindo a atrair novos investidores nos últimos anos, tendo o regadio do Alqueva como catalisador, explicou esta terça-feira Luís Castro Henriques, da AICEP.
AICEP: “Alqueva tem sido um íman para atrair investidores a Portugal”
Luis Castro Henriques, administrador da AICEP, foi um dos oradores da 2ª edição da MBIA Talk.
Isabel Aveiro 25 de outubro de 2016 às 17:57

Há duas novas tendências no Investimento Directo Estrangeiro (IDE) no sector agrícola nacional, explicou esta terça-feira, 25 de Outubro, Luís Castro Henriques (na foto), administrador da AICEP – Portugal durante a segunda edição da McDonald’s Business Iniciative for Agriculture (MBIA) Talk, que decorreu em Lisboa.

Uma é local. "O desenvolvimento do Alqueva tem atraído cada vez mais investidores estrangeiros a Portugal", afirmou, que vêem na "área de regadio" permitida pela barragem a possibilidade de expansão.

Sem nunca mencionar os nomes das empresas e entidades que contactaram a agência de captação de investimento estrangeiro para o país, Castro Henriques assegurou que à AICEP tanto chegam pedidos de investidores para a localização de "100 mil hectares" de terreno arável, como em "procura de parceiros específicos" em troca de "acesso a mercados" internacionais.

"O Alqueva tem sido um íman para atrair investidores a Portugal", garantiu o administrador da AICEP, enfrentando uma vantagem – "muitos produtores de nicho com muita qualidade" e uma desvantagem – "um problema de escala" quando toca a abastecer mercados maiores. No entanto, para Castro Henriques, "a vantagem da qualidade sobrepõe-se" normalmente sobre potenciais ameaças.

Na análise feita pelo gestor da agência de investimento, há ainda que salientar uma "alteração gradual da proveniência dos investidores". Ou seja, se antes o IDE na agricultura nacional estava indexado aos nossos principais parceiros de comércio internacional – "Espanha, França, Alemanha e Reino Unido" – actualmente "cada vez vêem mais de outros países".

A diversificação faz-se sobretudo pela Ásia. "Do Japão", de onde vem uma "taxa de interesse crescente", e "da China" – cujos investidores "ou querem fazer parcerias ou comprar empresas" no sector agro-alimentar em Portugal.

"São pedidos de esclarecimento e projectos tangíveis" vindos do continente asiático, mas também americano, garantiu, que estão a acontecer neste momento no sector agrícola português. E que, em alguns casos de interesse chinês, têm trazido já cadeias de distribuição ao território, à procura de fornecedores alimentares.

A procura é, sobretudo, pela qualidade. E é nesta que o gestor da AICEP defende que produtores portugueses têm que assentar a sua estratégia e marketing nos contactos comerciais internacionais.

Castro Henriques salientou ainda que, nos últimos anos, as empresas agro-alimentares registaram um crescimento de 30% nas exportações. Frisou que "a exportação média" de uma empresa do sector primário é de "um milhão de euros". Ganhar escala pela cooperação com vários produtores é crucial no acesso ao mercado, concluiu.




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