Web Summit AICEP diz que evento está "ainda mais cosmopolita e global"

AICEP diz que evento está "ainda mais cosmopolita e global"

O presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) disse à Lusa ter expectativas "positivas" relativamente à Web Summit, considerando que a edição deste ano "está a ser ainda mais cosmopolita e mais global".
AICEP diz que evento está "ainda mais cosmopolita e global"
Miguel Baltazar
Lusa 29 de outubro de 2017 às 10:11

Pelo segundo ano consecutivo, a Web Summit, cimeira de tecnologia, decorre em Portugal entre 6 e 9 de Novembro, depois de Lisboa ter vencido a corrida para conquistar sua localização, num processo no qual o actual presidente da AICEP, Luís Castro Henriques, esteve envolvido.

Questionado sobre as expectativas em relação ao evento, Luís Castro Henriques disse que "são positivas" e salientou que a informação de que dispõe é que nesta edição "virão mais pessoas do que no ano passado".

"Há uma tipologia de corporações grandes e elementos-chave com maior presença do que no ano passado e noto também uma presença cada vez mais forte de outras entidades institucionais, que percebem a relevância da visibilidade do evento", pelo que este evento "está a ser ainda cosmopolita e mais global".


Com a realização da Web Summit, o presidente da entidade responsável pela captação de investimento espera "continuar a aumentar a notoriedade de Portugal como destino de negócios, como um país sofisticado, orientado de tecnologia, com uma série de start-ups competitivas, com talento de topo".

"Não tenhamos dúvidas, durante uma semana estaremos na boca do mundo e temos de aproveitar isso", salientou.


Por outro lado, "quer queiramos, quer não, [a Web Summit] tem um impacto brutal na cidade e no país", já que há pessoas que aproveitam a vinda para visitar outras e outros pólos de desenvolvimento, o que está a acontecer nas start-ups de Braga, Porto, Guimarães ou Aveiro, acrescentou.


Ou seja, esta cimeira tecnológica, que decorre precisamente um ano depois de Donald Trump ter vencido as eleições presidenciais norte-americanas, "tem um impacto directo económico relevante, em particular na cidade", pois "são dezenas de milhões de euros", o que resulta numa "vantagem óbvia".


Luís Castro Henriques destacou ainda um "terceiro aspecto", dado que este ano é esperado um maior número de participantes.


"Estou convencido de que com a experiência do ano prévio ainda vamos fazer mais e melhor", permitindo "à AICEP fomentar novos contactos e ver novas abordagens para o investimento", salientou.


Muitas das pessoas que vêm ao evento não têm na cabeça a ideia de investir em Portugal, mas a realização da Web Summit em Lisboa acaba por servir de montra.


"Ficam com o primeiro contacto do país" e a AICEP aproveita a semana da Web Summit para fazer "abordagens comerciais", explicou.


Além disso, o evento permite rejuvenescer o tecido empresarial português. Mas não só, porque também tem influência na "tipologia de investimento" que Portugal tem.


"Dá a percepção da importância a nível económico deste sector 'web' todo", acrescentou.

Luís Castro Henriques recordou quando foi à Web Summit de Dublin e 'percebeu' que um dos aspectos positivos do evento era "dar a perspectiva aos jovens de que 'you can make it' [tu consegues]".


Embora nem todos os proje tos venham a resultar num Snapchat ou Facebook, o evento dá uma perspectiva do que está a acontecer e permite troca de experiências.


"É preciso passar a mensagem [aos jovens] de que o mundo está aberto, encontrar soluções valiosas para os clientes e pensar numa escala global que isso é possível", afirmou.


Para jovens, para os empresários, para o país ou para Lisboa, o certo é que a Web Summit tem vantagens. Essa é a opinião do presidente da AICEP, que aponta que trazer "dezenas de milhar de executivos" a Portugal permite aumentar a "notoriedade", uma ferramenta que a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal não desperdiça.


"Serve também para marcar a agenda com os investidores", concluiu.




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